Crédito: Divulgação
24-09-2026 às 15h38
Sérgio Augusto Vicente*
Aonde quer que fores,
sinta no ar o cheiro das flores,
a dança das luzes,
das cores.
Sensações,
misturas,
alquimia,
metamorfose,
fotossíntese.
Tudo numa extensa paleta.
A vida pulsa.
O livro na mão expulsa.
As palavras saltam das páginas,
assumem estado de poesia.
De repente, uma pausa na leitura.
Sob a sombra da árvore,
eis que miro no voo de um pássaro,
de uma borboleta,
de uma canção.
Pombas brancas, num rito de paz,
sintetizam no branco a energia das cores.
Sorvem o néctar os beija-flores.
Uma pausa nas dores…
Que importam os relógios, os ponteiros?!
Tempo vivido, sentido,
sem opressão.
No ouvido, o alegre cantar dos pássaros.
E só um tic-tac:
o do coração!

