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09-06-2026 às 14h20
Bianca Luca*
A IDC (International Data Corporation) projeta alta de 14% no preço médio dos smartphones em 2026 diante da elevação nos custos dos chips de memória. O valor deve chegar a US$ 523 (aproximadamente R$ 2.641). No Brasil, com a maior restrição no limite dos cartões de crédito, o aumento já tem ampliado a procura por parcelamentos diretamente no varejo. Levantamento da Top One Financeira, especializada em crediário e empréstimos no ponto de venda, mostra que o segmento de telefonia respondeu por 7,3% do total de transações realizadas pela empresa no primeiro quadrimestre de 2026. O volume de operações cresceu 21,75% em relação ao mesmo período do ano passado, com ticket médio de R$ 1.854 por aparelho.
Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One, o crescimento do crediário em telefonia está ligado ao papel que o celular passou a ocupar na rotina do consumidor e à dificuldade de acesso ao crédito tradicional em compras de maior valor. “O celular deixou de ser apenas um item de tecnologia e passou a concentrar funções essenciais do dia a dia. Hoje ele é utilizado para trabalho, estudo, serviços bancários, comunicação e até acesso a plataformas de consumo. Com aparelhos mais caros e maior seletividade no crédito tradicional, muitos consumidores passaram a buscar parcelamentos com parcelas fixas e condições que caibam dentro do orçamento mensal. Isso fez o crediário ganhar mais espaço, principalmente em compras de maior valor agregado”, afirma.
O avanço do crediário em telefonia também mudou o perfil das compras realizadas no varejo. Segundo a Top One Financeira, modelos de marcas com maior presença no mercado nacional lideraram as operações parceladas no período, com destaque para Samsung, responsável por 36% das compras financiadas, seguida por Apple (25%), Motorola (22%) e Xiaomi (17%).
Além de ampliar o acesso do consumidor a produtos de maior valor, o crediário também funciona como uma ferramenta de segurança para o lojista. A modalidade permite parcelar a compra sem concentrar todo o risco no estabelecimento, já que a aprovação passa por uma análise criteriosa da financeira, com avaliação de renda, histórico de pagamento e capacidade real de assumir novas parcelas. Em um cenário de crédito mais seletivo, onde 33,8% dos clientes elegíveis tiveram crédito aprovado no primeiro trimestre do ano, segundo a Top One, esse filtro reduz o risco de inadimplência e ajuda o varejo a vender com mais previsibilidade.
“Hoje, para ser aprovado, o consumidor precisa demonstrar mais do que o nome limpo. A análise considera o nível de renda já comprometido, o comportamento recente de pagamento, a estabilidade financeira e a capacidade de manter novas parcelas dentro do orçamento. Esse cuidado é importante para proteger o lojista, mas também para evitar que o consumidor assuma uma dívida acima da sua realidade”, afirma Moraes.
Sobre a Top One Financeira
Fundada em 2018, com sede em Curitiba, a Top One atua em mais de 3 mil pontos de venda no país e já analisou mais de R$ 3 bilhões em solicitações de crédito. A empresa é especializada na concessão de crédito por meio de crediário e empréstimo pessoal. A Top One desenvolve modelos próprios de análise de risco e utiliza alta tecnologia para apoiar a concessão de crédito, e atua de forma integrada ao varejo físico. As suas soluções permitem o parcelamento por boleto que amplia o acesso ao financiamento fora do sistema tradicional de cartões.

