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09-06-2026 às 09h56
Carolina Lara*
Mesmo com o início do ciclo de redução da taxa básica de juros, o crédito continua caro no Brasil e tem levado consumidores a reavaliar a forma de adquirir imóveis e veículos. A combinação entre juros ainda elevados, parcelas mais pesadas e maior cautela financeira tem impulsionado o consórcio como alternativa para quem busca planejamento patrimonial sem assumir o custo do financiamento tradicional.
Para Carlos Fuzinelli, especialista em expansão de negócios, cofundador da FVL Consórcios, empresa especializada em planejamento financeiro, aquisição patrimonial e consultoria estratégica em consórcios com atuação nacional, o movimento reflete uma mudança clara no comportamento do consumidor brasileiro diante do custo do dinheiro. “O brasileiro passou a fazer escolhas mais calculadas. Durante muito tempo, a prioridade era antecipar a aquisição, mesmo pagando caro por isso. Hoje existe uma preocupação maior com previsibilidade, organização financeira e preservação da capacidade de investimento”, afirma.
O debate ganha força em meio ao atual ciclo monetário. Em abril, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano, segundo corte consecutivo após um período prolongado de aperto monetário. Apesar da sinalização de flexibilização, o custo do crédito para o consumidor segue elevado, especialmente em modalidades voltadas à aquisição de bens de maior valor.
A mudança de comportamento aparece também nos números do setor. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios mostram que o sistema encerrou 2025 com recorde histórico de 5,16 milhões de cotas comercializadas, alta de 15% sobre o ano anterior, movimentando R$500,27 bilhões em créditos negociados. Até o primeiro bimestre de 2026, o número de participantes ativos alcançou 12,85 milhões, novo recorde para a modalidade.
Patrimônio entra no centro da decisão financeira
Além da leitura sobre consórcios como alternativa de aquisição, Carlos Fuzinelli tem acompanhado de perto as mudanças no comportamento financeiro do brasileiro, especialmente nas decisões ligadas à construção patrimonial, acesso ao crédito e planejamento de longo prazo. Com trajetória voltada à expansão de negócios e educação financeira aplicada ao consumo e ao empreendedorismo, o executivo avalia que o debate sobre juros, endividamento e organização patrimonial deve ganhar ainda mais relevância ao longo de 2026, tanto para famílias quanto para empresários.
Segundo Fuzinelli, o consórcio passou a ser visto com outra lógica pelo consumidor. “Existe uma percepção mais madura sobre aquisição patrimonial. O foco deixou de ser apenas a velocidade da compra e passou a considerar a sustentabilidade financeira. Isso explica por que o consórcio ganhou espaço entre consumidores que antes recorreriam diretamente ao financiamento”, diz.
O movimento é perceptível tanto no mercado imobiliário quanto no automotivo. No caso dos imóveis, famílias que encontram parcelas elevadas no crédito tradicional têm buscado alternativas menos pressionadas pelo custo financeiro. Entre os compradores de veículos, o comportamento também mudou diante do maior comprometimento de renda exigido pelos financiamentos.
Para Fuzinelli, a tendência deve permanecer mesmo com cortes graduais na taxa básica de juros. “A redução da Selic ajuda, mas não altera imediatamente a realidade do crédito na ponta. O consumidor aprendeu a olhar com mais atenção para o custo total da aquisição, e isso deve continuar influenciando decisões patrimoniais ao longo deste ano”, afirma.
Sobre Carlos Fuzinelli
Carlos Fuzinelli é CEO e cofundador da FVL Consórcios e atua há mais de 15 anos no mercado de consórcios. À frente da companhia, lidera as frentes de crescimento, inovação comercial e expansão nacional, com destaque para o desenvolvimento do modelo de franquias, considerado estratégico para ampliar a presença regional da marca. Sob sua gestão, a FVL projeta alcançar 60 franquias em operação até o final de 2026. Empreendedor e gestor, também participa da administração de empresas do grupo, contribuindo para a diversificação do negócio e a consolidação de um ecossistema orientado por eficiência, transparência e relacionamento de longo prazo.
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Sobre a FVL Consórcios
Fundada em 2019 por executivos com ampla experiência no setor, a FVL Consórcios se consolidou como uma das principais corretoras de consórcios do Brasil, com atuação nacional tanto na venda direta ao consumidor quanto por meio de um modelo estruturado de franquias. A empresa se posiciona como uma consultoria financeira especializada, oferecendo soluções de planejamento para aquisição de bens, formação de patrimônio e investimentos de médio e longo prazo por meio de consórcios.
Um dos diferenciais da FVL é a metodologia própria de vendas e relacionamento, desenvolvida pelos fundadores a partir da prática de mercado e aplicada de forma padronizada em toda a operação. Com estratégia clara de expansão e foco em crescimento sustentável, a companhia tem como meta ultrapassar R$ 1 bilhão em vendas de consórcios até 2026, reforçando seu posicionamento como referência em planejamento financeiro e geração de patrimônio no país.
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Fonte de PesquisaBanco Central do Brasilhttps://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21107/nota
Ata do Copomhttps://www.bcb.gov.br/publicacoes/atascopom
Associação Brasileira de Administradoras de Consórcioshttps://abac.org.br/sistema-downloads/materia-de-janeiro-de-2026-dados-de-dezembro-2025/
ABAChttps://blog.abac.org.br/drops-de-mercado/consorcio-se-aproxima-dos-13-milhoes-de-participantes

