Créditos: IA/Divulgação
15-08-2026 às 13h22
Daniela Rodrigues Machado Vilela*
Um lar é mais que uma casa, é local de aconchego, conforto e carinho para consigo mesmo. É um refúgio que afasta do caos cotidiano, do estresse, da batalha pelo pão de cada dia.
Elegância e bom senso são fundamentais quando da decoração de uma casa. Isto não tem a ver unicamente com condição econômica, mas com bom gosto e olhar atento na busca por garimpar objetos bonitos, funcionais, de valor razoável e que combinem com o estilo de seus moradores. As feiras de artesanato costumam ser boas opções para se obter itens decorativos exclusivos, personalizados, que valorizam o trabalho manual e que podem ter valores convidativos.
Objetos, além de funcionais, podem e devem deter atrativos. A casa pode ter ainda aromas, perfumes que remetam a aconchego, como um café recém coado. Fragrâncias podem trazer propriedades calmantes e relaxantes aos ambientes. Também, roupas de cama perfumadas, almofadas e tapetes dão um toque de acolhimento. Tecidos que compõem a decoração do lar, texturas e cores também são igualmente importantes.
A casa pode ter decoração de design básico, clássico, vintage ou outro. Ser intimista, remeter a lembranças de viagens. Ou ainda, ser colorida, clean, alegre ou discreta.
Casa é lugar de descanso e renovação das energias. Local de viver, trocar intimidades, se fazer e refazer. Onde se misturam lembranças, visitas, aromas, texturas e cores. Onde se chora, dorme, alegra e recarrega as energias. Enfim, morada de vivências.
O senso estético da decoração: mobiliários e adereços misturam-se ao convívio. A combinação ora de trabalho, ora de descanso, sossego e alegria constituem um lar.
Casa é local de reflexões, afetos, acolhimentos, sonhos, recuperação das energias, tranquilidade e quietude que retira o indivíduo da profusão das cobranças cotidianas. As cores e a ocupação dos espaços, tudo remete a potencialidades. Neste local se encontram os amigos, culturas e pontos de vista, celebra-se a vida.
A casa emoldura os afetos dos que nela residem e guarda lembranças do já vivido. O espírito do espaço se compõe pela junção de inventividade, espontaneidade e criação artística. É ambiente onde se estabelece o traçado próprio de seu morador, que desfruta, contempla e se permite ser feliz. É desejável que se deixe memórias boas à vista, pois elas alimentam a alma e conformam um verdadeiro lar que remete a acolhimento, proteção e sentimento de bem-estar, portanto, ultrapassa a dimensão objetiva de uma casa.
Ambientes podem ser simples, mas devem ser inspiradores. O vintage, moderno ou artesanal, pouco importa o estilo, o importante é o relaxamento e a alegria de ali viver. Para além, a organização do espaço traz conforto.
Chegar em casa, deve se fazer enquanto um sentir-se bem, uma síntese de tudo de melhor.
Ambientes organizados, limpos e harmônicos externamente, reverberam em conforto interno. Ou seja, o externo reflete o interno e vice-versa. A arte chinesa milenar taoísta, chamada Feng-Shui, versa sobre esta filosofia de vida e leva isto muito a sério. Propõe enquanto valor, organizar ambientes de modo cuidadoso e dedicado, objetivando atrair boas energias e bem-estar amplo.
Que se tenha espaço para “ser” o que se quiser e se dispense o talento em complicar as coisas. Enfim, que a casa seja morada da alegria, lugar de aconchego e pertencimento. Que todos possam ter direito a construção de um efetivo lar, pois apesar do direito à moradia, garantido na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, sabe-se que ter morada é verdadeiro privilégio, num mundo tão desigual.
* Doutora, Mestra e Especialista em Direito pela UFMG. Cursou Residência Pós-doutoral pela UFMG com financiamento público da FAPEMIG. Autodidata na arte da pintura e da vida.

