Reforma tributária expõe empresas - créditos: divulgação
10-05-2026 às 13h16
Carolina Lara/Raphael Costa*
A reforma tributária entrou em fase decisiva de implementação e passou a pressionar decisões estratégicas dentro das empresas brasileiras. Com a transição para o novo modelo de tributação sobre consumo, companhias de diferentes portes começam a revisar contratos, políticas comerciais, sistemas internos e formação de preços. O desafio ganhou urgência porque eventuais erros tendem a impactar caixa, competitividade e margem operacional nos próximos anos.
Para Raphael Costa, autor e presidente do Grupo 220, organização voltada à formação de lideranças e aceleração de negócios, muitas empresas tratam o tema apenas como pauta contábil ou jurídica e ignoram a dimensão executiva da mudança. “A reforma tributária não é só assunto do fiscal. Ela exige decisão empresarial. Quem deixar tudo concentrado no técnico corre o risco de reagir tarde demais”, afirma.
A proposta prevê substituição gradual de tributos atuais por novos impostos sobre valor agregado, alterando a lógica de créditos, incidência e repasse ao consumidor. Na prática, setores com cadeias longas, contratos de longo prazo ou margens apertadas tendem a sentir efeitos relevantes. Indústria, varejo, serviços, construção e franchising já analisam impactos específicos.
Segundo Costa, o maior problema de parte das empresas não está na complexidade da lei, mas na incapacidade interna de decidir com rapidez e coordenação. “Quando liderança não conversa, cada área olha só o próprio pedaço. Fiscal pensa imposto, comercial pensa venda, financeiro pensa caixa. Sem comando integrado, a empresa perde tempo e margem”, diz.
Entre os pontos mais sensíveis estão reajuste de preços, renegociação contratual, definição de repasse tributário e revisão de portfólio. Negócios que trabalham com contratos antigos ou tabelas rígidas podem enfrentar erosão de rentabilidade caso não recalibrem condições comerciais com antecedência.
Outro desafio envolve comportamento de gestão. Muitas companhias adiam decisões difíceis esperando mais clareza regulatória, embora o processo já esteja em andamento. “Improvisar perto da virada costuma sair caro. Empresa estruturada testa cenários, simula impactos e prepara equipe antes da pressão chegar”, afirma o executivo.
Especialistas recomendam cinco movimentos imediatos: mapear exposição tributária por produto ou serviço, revisar contratos relevantes, recalcular margens reais, alinhar áreas internas e atualizar sistemas de gestão. Em empresas médias e pequenas, também cresce a necessidade de apoio externo qualificado.
Costa defende que o momento pode favorecer negócios mais maduros. “Toda mudança grande reorganiza mercado. Quem estiver preparado ganha espaço. Quem insistir no improviso tende a financiar o crescimento do concorrente”, afirma.
Com a reforma saindo do papel, o debate deixou de ser teórico. Para empresários brasileiros, a questão agora não é se haverá impacto, mas quem conseguirá transformá-lo em vantagem competitiva.
*Sobre Raphael Costa
Raphael Costa é administrador de empresas e presidente do Grupo 220, organização voltada à formação de lideranças e aceleração de negócios. Especialista em comportamento humano aplicado à gestão, já treinou mais de 10 mil empreendedores em temas como liderança, cultura organizacional e direcionamento estratégico.
Iniciou a trajetória profissional na área comercial, experiência que consolidou sua visão prática sobre disciplina e crescimento sustentável. Foi sócio-fundador do Clax, grupo liderado por Flávio Augusto, e atualmente assessora empresários e executivos na estruturação de equipes, organização financeira e expansão de resultados com foco em método e execução.
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Sobre Grupo 220
O Grupo 220 é uma organização especializada na formação de lideranças, desenvolvimento estratégico e aceleração de negócios. Com atuação voltada a empresários e executivos, a empresa trabalha a estruturação de equipes, cultura organizacional e direcionamento de crescimento com base em método, disciplina de gestão e foco em performance.
Sediado em Alphaville, em São Paulo, o Grupo 220 atende empresas que buscam profissionalizar processos, organizar a gestão financeira e ampliar resultados de forma sustentável. A atuação combina estratégia, comportamento humano aplicado aos negócios e acompanhamento prático da execução, com foco na construção de bases sólidas para expansão.
Para mais informações, acesse grupo220.com.
fontes de pesquisa
McKinsey & Companyhttps://www.mckinsey.com/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/building-capabilities-for-performance
Deloitte Insightshttps://www2.deloitte.com/us/en/insights/topics/talent/learning-and-development-trends.html
LinkedIn Workplace Learning Reporthttps://learning.linkedin.com/resources/workplace-learning-report
Gallup Workplace Researchhttps://www.gallup.com/workplace/236927/employee-engagement-drives-growth.aspx
*Carolina Lara/Raphael Costa*

