Banda 14 Bis - créditos: divulgação
21-04-2026 às 14h20
Pelo passageiro do 14 BIS, Carlos Mota
Embora uma manifestação cultural como música clássica, jazz, rock, reagge, salsa, merengue, toada e samba, não curto funk, não por não gostar de sua batida, métricas e rimas, mas pelo quanto ele vem afetando negativamente a educação dos brasileiros, em sua maioria menores de idade.
Tempos atrás eu evitaria fazer um comentário como este, dada a liberdade que temos de expressar a nossa opinião, seja escrevendo, falando ou cantando, e não foram poucos os artistas, sobretudo roqueiros, que cantaram coisas capazes de interferir na formação de fãs mais jovens, mas que a escola conseguiu suplantar o seu teor negativo, O QUE, A MEU VER, OS PROFESSORES – ANTES DELES, OS PAIS, LAMENTAVELMENTE NÃO ESTÃO CONSEGUINDO, COISA QUE NEM O ESTADO TAMBÉM NÃO O ESTÁ FAZENDO, apesar dos bilhões gastos com policiais, delegados, promotores, procuradores e juízes!
E faço tal reflexão ao ver na tevê a prisão de funkeiros com quase quarenta milhões de seguidores ou admiradores (um quinto de toda a população brasileira e por certo mais da metade da nossa antes de LINDA JUVENTUDE, composta lindamente por Flávio Venturini e Marcio Borges e eternizada pelo lendário 14 BIS!
“Zabelê, Zumbi, Besouro”, não, como se ouve nos primeiros acordes dos mágicos dedos de Flávio Venturini e que, do tanto que gosto dele, até que consigo arranhar em meu violão, mas o funk foi tomado por uma epidemia pior do que a dos Aedes aegypti, tão alados quanto os cantados na protofonia do clássico da banda mineira.
E se tal liberdade de expressão virou quão mortífera epidemia, mais do que passada a hora de revermos pruridos ético-legais, porquanto a Constituição Brasileira também consagra princípios tão fundamentais como a LIBERDADE, sobretudo os que apontam a VIDA como o seu maior foco de proteção!
Longe de criminalizar o funk, mas meus aplausos aos que hoje trancafiaram bandidos e traficantes, travestidos de artistas e influencers digitais.
Que isso sirva de exemplo!
*Carlos Mota é ex-procurador federal, ex-deputado federal, escritor e membro da ALVA – Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha

