Corte da Selic, juros, Renda-fixa e Banco Central - créditos: Seu dinheiro
18-04-2026 às 10h12
Fabrizio Gueratto*
“O capital estrangeiro continua a ser um fator crucial para as expectativas sobre os cortes na Selic, especialmente em um cenário global de alta volatilidade. Esse influxo de dólares contribui para um câmbio mais estável, permitindo que o Banco Central mantenha a flexibilização monetária com mais segurança. No entanto, o fluxo de capital, por si só, não é suficiente para definir o ritmo da política de juros, que depende da dinâmica da inflação, das expectativas do mercado e das condições fiscais do Brasil. A resiliência da bolsa brasileira em 2026 é reflexo de um movimento de apetite por ativos descontados e a rentabilidade elevada que o Brasil oferece, além da combinação de commodities fortes e juros elevados. Para manter esse fluxo, é imprescindível que o Brasil continue oferecendo previsibilidade fiscal e estabilidade institucional, pois qualquer deterioração na confiança fiscal pode rapidamente impactar a percepção de risco e comprometer as expectativas de investimentos no longo prazo”, Gustavo Assis, CEO da Asset Bank
“O cenário atual reflete uma dinâmica de oportunidades para o mercado financeiro brasileiro, com fluxo de capital estrangeiro robusto e a valorização de commodities. Esse contexto beneficia o Brasil como um centro de atração para investimentos, em especial pelo diferencial de taxa de juros e a estabilidade do real. O impacto disso para o mercado financeiro é direto, criando uma demanda crescente por profissionais altamente capacitados, que compreendam tanto os fundamentos econômicos quanto a dinâmica do mercado real. A B7 Business School, focada na formação de especialistas para atuar em bancos, assets e gestão de patrimônio, oferece a preparação necessária para aproveitar esse cenário, conectando os alunos com o mercado através de conhecimento técnico e networking de alto nível. Em um momento em que o fluxo de capital externo se intensifica, a necessidade de profissionais preparados para atuar nas diferentes áreas do mercado financeiro se torna ainda mais evidente, garantindo uma carreira sólida e alinhada às demandas do setor”, Fabio Louzada, CEO da B7 Business School
“Com o movimento de capital estrangeiro no Brasil tem fortalecido a posição do país como destino seguro de investimento, impulsionado pela valorização das commodities e juros reais atrativos. Esse cenário favorece o acesso a soluções de crédito corporativo. A resiliência da economia brasileira, refletida na força da bolsa brasileira, também reflete a capacidade do país de gerar valor em momentos de incerteza global. Para manter esse apetite de investidores estrangeiros, é crucial que o Brasil continue promovendo previsibilidade fiscal e estabilidade regulatória, que garantirão a confiança necessária para expandir o fluxo de capital. A integração de soluções financeiras e tecnologias inovadoras tem sido fundamental para impulsionar empresas brasileiras, facilitando seu acesso ao crédito e, assim, contribuindo para o crescimento sustentável da economia”, Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue
“O ingresso de capital estrangeiro segue dando suporte às expectativas para os próximos cortes da Selic, ao contribuir para um câmbio mais estável mesmo em um cenário global marcado por tensões geopolíticas. Ainda assim, o fluxo de dólares, isoladamente, não define a trajetória dos juros, que continua condicionada à inflação, às expectativas e ao quadro fiscal. O diferencial elevado de juros permanece como o principal fator de atração e ajuda a aliviar pressões inflacionárias no curto prazo. A resiliência da bolsa brasileira em 2026 reflete o cenário onde investidores permanecem alocados no país menos por fundamentos estruturais e mais pela combinação de retorno elevado e ativos descontados em dólar.Para sustentar esse fluxo, o desafio do Brasil vai além dos juros. Apesar da previsibilidade da política monetária, as incertezas fiscais seguem limitando uma visão de longo prazo e tornam o capital estrangeiro mais sensível ao ambiente externo”, Peterson Rizzo, Gerente de R.I da Multiplike.
“O fluxo de capital estrangeiro no Brasil em 2026 é reflexo de uma confiança crescente nas commodities brasileiras e no diferencial de juros reais. O Brasil, sendo exportador líquido de energia, se beneficia de um cenário positivo com balança comercial superavitária e real valorizado, o que ajuda a suavizar as flutuações do dólar. Esse ambiente proporciona ao Banco Central mais espaço para implementar cortes graduais da Selic, já que a estabilidade das contas externas e o fortalecimento do real permitem flexibilizar a política monetária sem comprometer o controle inflacionário. A resiliência da bolsa brasileira em 2026 reflete a demanda por ativos reais, como commodities, que são vistos como ativos seguros, especialmente em tempos de incerteza geopolítica. O Brasil se mantém atraente para investidores estrangeiros, que buscam estruturas financeiras robustas e seguras, como os fundos estruturados oferecidos pela Azumi. Para continuar atraindo esse capital, o país deve priorizar a previsibilidade fiscal e garantir um ambiente regulatório estável, que oferece confiança no longo prazo”, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos
“O Brasil vive, em 2026, uma confluência rara de fatores que explica o interesse crescente do capital externo. Somos exportadores líquidos de energia num momento em que o petróleo pressiona o mundo, temos o maior juro real da região e uma moeda que se apreciou quase 10% no ano, com o dólar abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez desde 2024. Não é por acaso que o fluxo estrangeiro na B3 já superou R$ 67 bilhões em 2026, número que excede tudo o que foi captado em 2024 e 2025 juntos. Esse influxo, por si só, alimenta uma percepção positiva sobre a trajetória da Selic, pois quando o real se fortalece e as commodities sustentam a balança comercial, com superávit projetado em US$ 90 bilhões pelo BTG Pactual, o Banco Central ganha espaço para continuar o ciclo de cortes com menor risco inflacionário vindo do câmbio. A resiliência do Ibovespa, que testa os 200 mil pontos, não é um fenômeno de euforia; é o reflexo de um país que, comparado a outros emergentes, oferece proteção real contra choques externos. Para sustentar esse apetite, a resposta não está no curto prazo. O Brasil precisa de previsibilidade fiscal e institucional, porque o investidor estrangeiro entra pelo diferencial de juro e pela commodity, mas fica, ou não fica, pela solidez do ambiente de negócios”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.
“O fluxo estrangeiro para o Brasil em 2026 tem operado como âncora tática para o câmbio e para a compressão de prêmios, abrindo espaço marginal para cortes adicionais da Selic, porém em ritmo mais cauteloso, já que parte relevante do alívio inflacionário decorre de condições financeiras e não apenas de fundamentos domésticos. Essa resiliência da bolsa reflete menos otimismo estrutural e mais arbitragem global entre valuation descontado e juro real elevado, o que sustenta a entrada de capital mesmo sob tensão externa. Para manter esse fluxo, o Brasil precisa preservar o diferencial de juros reais com previsibilidade fiscal mínima, pois qualquer deterioração de credibilidade desloca rapidamente esse capital, com impacto direto sobre câmbio, inflação implícita e, consequentemente, sobre o próprio espaço de flexibilização monetária e o custo de financiamento no crédito”, Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.
“O movimento de capital estrangeiro impulsiona o cenário macroeconômico favorável, no qual o país se destaca pela valorização das commodities e o diferencial de taxa de juros real. O real apreciado e o superávit comercial gerado pela alta no preço do petróleo e minério proporcionam um ambiente de maior liquidez, que sustenta a estabilidade externa do Brasil. Esse fluxo fortalece as expectativas para cortes da Selic, pois o fortalecimento da moeda local e a contínua liquidez permitem ao Banco Central a flexibilização monetária, com menores riscos de distúrbios inflacionários. A resiliência da bolsa brasileira em 2026, com o Ibovespa superando a marca de 200 mil pontos, é um reflexo da confiança do mercado, que vê no Brasil um destino seguro, especialmente em meio a tensões geopolíticas, como as no Oriente Médio. Para continuar sustentando esse fluxo de capital, o Brasil precisa garantir um ambiente regulatório estável, com previsibilidade fiscal e políticas econômicas consistentes, que proporcionem um espaço seguro para o crescimento de empresas em diferentes estágios,” João Kepler, CEO da Equity Group
“Em 2026, o Brasil se destaca como um destino estratégico para investidores internacionais, impulsionado pela força das commodities e a competitividade das taxas de juros. Com o real valorizado e um superávit comercial robusto, o país cria um ambiente favorável para uma política monetária mais flexível, o que fortalece as expectativas de redução gradual da Selic. A resiliência do mercado acionário é evidenciada pelo desempenho positivo do Ibovespa, que atrai capital em busca de retornos elevados e ativos com alta liquidez. Em um cenário global incerto, o Brasil se apresenta como uma alternativa segura, especialmente para investidores que buscam geração de renda passiva em dólar. Para manter esse fluxo, o Brasil deve seguir com um compromisso fiscal claro e um ambiente regulatório confiável, permitindo que os investidores possam operar com autonomia e com visão de longo prazo”, Fábio Murad, Economista e CEO da Super-ETF Educação.
*Fabrizio Gueratto é assessor de imprensa da agência GuerattoPress

