Marinha do Brasil ganha mais afinidade com os mineiros - créditos: Marinha do Brasil
21-06-2026 às 10h46
Direto da Redação
A Marinha do Brasil (MB) a cada dia mais ganha a intimidade e vice-versa dos mineiros, por intermédio da Capitania dos Portos de Minas Gerais, sob o comando do capitão de Mar e Guerra Alessandro de Paula Lima.
Cada vez mais a MB desmistifica aquela ideia antiga de que Minas não possui mar, porque em verdade o Lago de Furnas é considerado o “Mar de Minas”. E, ademais, Minas é considerada a “Caixa D’Água” do Brasil, por ser território onde nascem os principais rios brasileiros, exceção do Amazonas ao norte.
Quem, qual instituição iria cuidar de tudo isso, senão a Marinha do Brasil, que, por sinal, está em Minas há cem anos, data que é regiamente comemorada aqui, devido a importância do trabalho aqui realizado pela Capitania dos Portos.
O Capitão dos Portos de Minas Gerais parece ter percebido que ele podia ser, como está sendo, uma peça primordial para ganhar a intimidade dos mineiros revelando o trabalho aqui feito e o mais recente foi a restauração do vapor Benjamim Guimarães, em Pirapora (MG), que está em plenas condições de voltar a fazer a rota de navegação no Rio São Francisco, rumo a cidade baiana de Juazeiro.
Por enquanto, o vapor, que é cheio de histórias, vem fazendo passeios curtos na região de Pirapora. O detalhe importante é que o vapor é o único no mundo de hoje a navegar usando carvão vegetal com combustível, desde sempre, quando fazia a rota de mais de 1,3 mil quilômetros até Juazeiro.
O comandante Alessandro tem destacado o centenário da presença oficial da Marinha em território mineiro, lembrando que tudo começou em Pirapora, ao Norte de Minas, em dezembro de 1926, às margens do Rio São Francisco.
Dentro das comemorações do centenário, o capitão tem apresentado os marcos históricos dessa relação com Minas Gerais, Estado mediterrâneo, como a restauração do vapor e a programação festiva, com a inclusão de uma corrida de rua inédita em Belo Horizonte, bailes e a instalação de um memorial aberto ao público.
Ele aproveita para esclarecer dúvidas sobre o trabalho da “autoridade marítima”, em Minas, que não possui litoral. Capitão Alessandro aponta um “tripé de atuação” com foco na segurança da navegação, no registro de embarcações e na formação de profissionais aquaviários.
Quem estiver interessado em fazer parte da Marinha pode se inscrever aqui mesmo, em Belo Horizonte, onde as provas são realizadas. Não é mais necessário viajar até o litoral para isso. Afinal, a missão da Marinha não é cuidar só do mar, mas dos rios, dos lagos, das barragens.
O Capitão está na Marinha há 31 anos. E em Belo Horizonte há um ano e meio, e embora seja ainda um período curto, ele já marcou a sua presença por meio do trabalho de interiorização de fato da Marinha dos mares, dos rios, de onde tiver água.

