Usiminas fornece 5.200 t de aço para 4 fragatas - créditos: Clique petróleo e gás
23-04-2026 às 13h10
Direto da Redação
Há um dizer popular que sugere, se a água do lago está parada, basta dar uma sacudida nela para tudo mudar. Foi o que o Diário de Minas fez no mercado de ferro e aço mineiro, cujos empresários vinham deixando escapar as oportunidades que acabavam indo para a indústria naval baiana.
Para ilustrar a sacudida dada pelo DM no empresariado mineiro do setor do ferro e do aço, o Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 136,9 milhões em investimentos para impulsionar a indústria naval no Nordeste, com foco direto na Bahia. Foi o que decidiu o Conselho Diretor, na 62ª reunião.
E como no dia 18 de junho próximo será realizada a 63ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, convém os empresários do ferro e do aço mineiro ficarem atentos para não comerem mosca. O FMM financia iniciativas ligadas à indústria naval e ao transporte aquaviário, incluindo construção, modernização e reparo de embarcações, além de obras em estaleiros.
E neste sentido, a Usiminas informa estar aprimorando o aço usado no Programa de Construção das Novas Fragatas do Brasil. Dá especial atenção a um dos projetos mais estratégicos do País, a construção de quatro navios militares, desenvolvidos para a Marinha (MB).
Dado importante é que foi a única empresa do País a ser fornecedora de aço plano para as embarcações, e isso, evidentemente, reforça a sua presença no fortalecimento da indústria nacional e na defesa das águas brasileiras.
Estamos falando é do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), conduzido pela MB, que conta com a gerência da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e executado pela Águas Azuis, sociedade formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech.
Quanto a construção das embarcações, acontece na TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), com alto nível de complexidade tecnológica e transferência de tecnologia e conhecimento para o Brasil.
São 1.300 toneladas de aço plano em cada embarcação, inclusas chapas grossas produzidas em Ipatinga (MG) e bobinas laminadas a quente fabricadas em Cubatão (SP).
Lúcio Sávio Miranda, especialista em assistência técnica da Usiminas, afirma que a participação no projeto é uma demonstração de capacidade técnica da indústria brasileira.
“Enche-nos de orgulho a participação da Usiminas no “Programa Fragatas Classe Tamandaré, com o qual a Marinha do Brasil poderá ampliar sua atuação na defesa das águas territoriais brasileiras. É um projeto que evidencia a capacidade da indústria nacional, e esperamos seguir contribuindo nas próximas etapas.”

