Créditos: Divulgação
26-07-2026 às 13h23
Natália Silva*
Durante o Julho Verde, campanha nacional de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, a Santa Casa BH faz um alerta para sintomas que muitas vezes passam despercebidos pela população, como feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço. Embora possam parecer problemas simples, quando persistem por mais de duas semanas, esses sinais podem indicar tumores que, se diagnosticados precocemente, apresentam maiores chances de cura e demandam tratamentos menos agressivos.
Maior serviço em volume de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais na especialidade, a Santa Casa BH realiza cerca de 300 consultas por mês, entre pacientes internados e ambulatoriais, além de aproximadamente 40 cirurgias mensais, entre biópsias e procedimentos de maior complexidade. Esse volume de assistência confere à equipe ampla experiência no diagnóstico e tratamento desses tumores. Ainda assim, muitos pacientes chegam ao serviço em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e exige tratamentos mais complexos.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), até 2028, o Brasil deverá registrar, a cada ano, cerca de 17,2 mil novos casos de câncer da cavidade oral, 8,5 mil de câncer de laringe e 16,4 mil de câncer de tireoide. Os números reforçam a importância da conscientização e do diagnóstico precoce para ampliar as chances de sucesso no tratamento.
Para o coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa BH, Dr. Vinícius Antunes Freitas, a informação continua sendo uma das principais aliadas no combate à doença. “Muitas pessoas ainda acreditam que uma ferida na boca ou uma rouquidão persistente são problemas sem importância. Quando esses sintomas permanecem por mais de duas semanas, é fundamental procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e pode reduzir o impacto do tratamento na vida do paciente.”
Além da ferida na boca que não cicatriza e da rouquidão persistente, outros sinais de alerta incluem dificuldade ou dor para engolir, manchas brancas ou avermelhadas na boca, sensação de algo preso na garganta, caroços no pescoço e perda de peso sem causa aparente.
Os principais fatores de risco para os cânceres de cabeça e pescoço continuam sendo o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, especialmente quando associados. A infecção pelo papilomavírus humano (HPV), principalmente o subtipo 16, também está relacionada ao aumento dos casos de câncer de orofaringe. Já a exposição solar sem proteção aumenta o risco de câncer de lábio.
A prevenção inclui não fumar, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, manter boa higiene bucal, utilizar protetor solar nos lábios, manter uma alimentação equilibrada, vacinar-se contra o HPV e realizar consultas periódicas com médicos e dentistas.
Sobre o Serviço
Há mais de cinco décadas, o Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa BH atua no diagnóstico e tratamento de doenças da especialidade. Desde 2017, é credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) para a formação de especialistas.
O atendimento é realizado por equipe multidisciplinar, em parceria com as áreas de Neurocirurgia, Oftalmologia, Odontologia, Fonoaudiologia e Instituto de Oncologia da Santa Casa BH, garantindo assistência integral aos pacientes do SUS, do diagnóstico ao tratamento cirúrgico, radioterápico e oncológico.
Segundo o coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa BH, o Julho Verde é um importante aliado para conscientizar a população sobre os sinais de alerta da doença e estimular a busca por atendimento médico ainda nos primeiros sintomas.
“O câncer de cabeça e pescoço tem tratamento e pode ser curado quando identificado precocemente. Quanto antes o paciente procurar atendimento especializado, maiores serão as chances de um tratamento menos agressivo, melhores resultados e mais qualidade de vida.”
Sugestão de Fonte:
Dr. Vinícius Antunes Freitas – coordenador do serviço de Cabeça e Pescoço da Santa Casa BH

