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01-08-2026 às 13h23
Sérgio Moreira*
Com mais de 55 mil movimentações de aeronaves e 6,6 milhões de passageiros registrados entre janeiro e junho deste ano, o BH Airport reforça o alerta para dois riscos típicos da estação: as queimadas e as pipas nas proximidades do aeroporto. A combinação entre vegetação seca, ventos mais intensos e férias escolares exige atenção redobrada para preservar a segurança operacional no sítio aeroportuário. Neste período, o vento muda a dimensão dos riscos. Ele acelera a propagação do fogo, espalha a fumaça e pode alterar a trajetória das pipas.
A prevenção começa antes que a chama se alastre ou que a linha escape das mãos. Atitudes aparentemente simples, como descartar uma bituca de cigarro de forma inadequada, colocar fogo em resíduos ou empinar pipas em locais impróprios podem comprometer a segurança das operações aéreas. Além dos danos ao meio ambiente, as queimadas representam um desafio para a aviação. Dependendo da intensidade do incêndio, da direção do vento e da localização do foco, a fumaça pode reduzir a visibilidade dos pilotos durante pousos e decolagens.
“Nesta estação seca, intensificamos o monitoramento das áreas no entorno do aeroporto por meio do nosso Centro de Operações e Emergência. Com o apoio de câmeras e drones, ampliamos a vigilância e identificamos focos de incêndio que possam representar riscos às operações aéreas. Essa estrutura é essencial para uma resposta ágil, mas a prevenção é uma tarefa coletiva e deve ser compartilhada com a comunidade para preservar vidas e o meio ambiente”, ressalta o gestor de Operações, Segurança e Experiência do Passageiro do BH Airport, Fabiano Reis.
Como evitar as queimadas – A segurança operacional também passa por uma estrutura dedicada ao atendimento de diferentes cenários. A Seção Contra Incêndio do terminal mineiro reúne equipes especializadas e recursos específicos para atuar em ocorrências, enquanto a tecnologia do Sistema de Pouso por Instrumentos (ILS) oferece suporte às aeronaves em procedimentos de aproximação e pouso sob condições de baixa visibilidade. Para além da pista, o aeroporto mantém o diálogo aberto com a população do entorno, reforçando ações permanentes de conscientização. Cuidados simples reduzem riscos de incêndio:
– Não jogar bitucas de cigarro em terrenos, margens de vias ou áreas com vegetação seca.
– Não colocar fogo em lixo, folhas, entulho ou restos de poda.
– Manter terrenos limpos e dar a destinação correta aos resíduos.
– Evitar fogueiras e qualquer outra fonte de chama próxima à vegetação.
– Não soltar balões. Além de ser crime, a prática pode provocar incêndios de grandes proporções.
– Ao identificar fumaça ou um foco de incêndio, mantenha distância e acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
– Situações que exijam atuação policial devem ser comunicadas pelo telefone 190.
Check-in da segurança com as pipas – As férias escolares de julho coincidem com a época do ano em que os ventos se tornam mais intensos. Mesmo quando empinada em locais considerados seguros, as pipas podem alcançar o espaço aéreo e atingir aeronaves em movimento, enroscar em equipamentos ou até mesmo serem sugadas pelos motores.
O risco é maior com o uso de cerol, aumentando as possibilidades de causar danos estruturais e acidentes. Vale lembrar que empinar pipa em áreas de risco pode configurar crime, conforme previsto no Código Penal. A prática de atos que comprometam a segurança da navegação aérea tem pena de dois a cinco anos de prisão. Por isso:

Não solte pipa próximo ao aeroporto
– Escolha campos e áreas abertas, longe do aeroporto.
– Mantenha distância de redes elétricas, rodovias e ruas movimentadas.
– Observe a intensidade e a direção do vento antes de começar a brincadeira.
– Nunca utilize cerol, linha chilena ou outros materiais cortantes.
– Não tente retirar pipas presas em postes, telhados, antenas ou fios elétricos.
– Crianças e adolescentes devem brincar sempre com a orientação de um adulto.
– Se a pipa seguir em direção ao aeroporto ou a outra área de risco, não tente recuperá-la.

Com localização estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende mais de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil.
Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63 informações para sergio51moreira@bol.com.br

