João Alberto Capiberibe, pré-candidato ao senado pelo Amapá - créditos: divulgação
15-07-2026 às 11h00
Soelson B. Araújo*
Há trajetórias políticas que se confundem com a própria história de um povo. A trajetória de João Capiberibe é uma delas.
Sua caminhada nasceu da resistência, da defesa da democracia e da crença de que a política deve ser instrumento de transformação social, não privilégio de poucos. Antes de ocupar os mais altos cargos públicos do Amapá, Capiberibe conheceu o lado mais duro da luta política brasileira: a perseguição, o exílio e a distância de sua terra.
Durante o período da ditadura militar, enfrentou a perseguição por defender ideias de liberdade e justiça social. Viveu o exílio no Chile, experiência que marcou profundamente sua visão de mundo e fortaleceu sua convicção de que a democracia precisa ser permanentemente protegida e construída com participação popular.
Ao retornar ao Brasil, trouxe consigo não apenas uma história de resistência, mas também um compromisso renovado com o povo. Sua trajetória o levou a exercer importantes funções públicas: prefeito, governador do Amapá e senador da República. Em cada etapa, carregou a marca de uma política voltada para a transparência, para a participação cidadã e para a valorização do interesse público.
O Amapá encontrou em Capiberibe uma liderança que ajudou a projetar o estado para além de suas fronteiras. Entre suas principais bandeiras esteve a defesa de uma gestão pública aberta ao acompanhamento da sociedade, princípio que se tornou referência nacional com a defesa da transparência e do controle social.
A ideia de que o cidadão deve acompanhar, participar e fiscalizar as decisões públicas está no centro de uma das marcas mais importantes de sua vida política: a Gestão Compartilhada. Uma visão de governo em que o poder público não se distancia da população, mas constrói caminhos junto com ela.
Agora, ao apresentar o Movimento Raiz, Capiberibe reafirma uma mensagem que acompanha toda a sua história: a política precisa voltar às suas origens, voltar ao cidadão.
O manifesto do Movimento Raiz nasce de uma crítica ao modelo tradicional de financiamento e funcionamento da política brasileira e propõe uma nova relação entre representantes e representados. Sua essência está na ideia de que o mandato pertence ao povo, e não a grupos de interesse, estruturas de poder ou compromissos particulares.
“Sem Fundão. Sem Padrinho. Sem Pedágio.” Essa mensagem resume uma proposta de renovação política baseada na organização cidadã, na participação popular e na prestação permanente de contas.
A história mostra que grandes ideias podem nascer em lugares considerados pequenos. O Amapá já demonstrou isso ao Brasil quando iniciativas de transparência pública ganharam dimensão nacional.
Agora, Capiberibe apresenta novamente a possibilidade de o estado ser referência, mostrando que é possível fazer política com mais proximidade, ética e compromisso.
Neste novo momento de sua caminhada, como pré-candidato ao Senado, Capiberibe representa uma experiência acumulada de quem conhece as instituições por dentro, mas também conhece as dificuldades enfrentadas pelo cidadão comum. Sua candidatura se apresenta como continuidade de uma história marcada pela defesa da democracia, da participação social e da autonomia política.
É com esse espírito que o Diário de Minas recebe e celebra a presença de João Capiberibe como seu colunista.
Para o primeiro jornal dos mineiros, cuja história remonta a 1866, é motivo de honra contar com a contribuição de uma personalidade que atravessou momentos decisivos da história brasileira e que continua oferecendo ao debate público reflexões inteligentes, oportunas e comprometidas com os grandes temas nacionais.
O diretor-presidente, jornalista Soelson B. Araújo, o diretor de redação jornalista Tito Guimarães Filho e os leitores do Diário de Minas reconhecem a importância de sua presença nas páginas deste histórico veículo de comunicação.
Mais do que um colunista, Capiberibe tornou-se uma voz de experiência, memória e pensamento crítico, enriquecendo um jornal que há mais de um século e meio tem compromisso com a informação e com a sociedade.
A história de João Capiberibe é a história de alguém que enfrentou adversidades sem abandonar seus ideais; que transformou perseguição em resistência; que transformou resistência em serviço público; e que continua acreditando que a política pode voltar a pertencer às pessoas.
Sua raiz está no Amapá. Sua mensagem ultrapassa fronteiras.
E sua trajetória permanece como um convite para que a democracia seja construída todos os dias com participação, coragem e compromisso.
*Soelson B. Araújo é CEO do Diário de Minas e pré-candidato a Deputado Federal
MANIFESTO DE FUNDAÇÃO DO MOVIMENTO RAIZ
A democracia brasileira não está quebrada. Está sequestrada.
Sequestrada pelo Fundo Eleitoral, que financia campanhas com dinheiro público e cobra a conta depois — em decisões que não servem ao povo. Sequestrada pelo padrinho político, que empresta o nome e exige obediência. Sequestrada por um sistema que transformou o mandato — que deveria ser do cidadão — em mercadoria.
O Movimento Raiz nasce para devolver o mandato a quem de direito.
Nasce no Amapá. Um estado pequeno, periférico, que conhece na pele o que significa ser governado por quem deve favores a outros — não ao seu povo. Um estado que já foi exemplo para o Brasil e que pode voltar a ser — desta vez, mostrando que dá para fazer política de outro jeito.
Não seria a primeira vez. A Lei da Transparência, hoje referência nacional de controle social e combate à corrupção, nasceu aqui, no Amapá, antes de virar lei federal. Se uma ideia de transparência pública pôde nascer pequena e se espalhar pelo Brasil, uma ideia de campanha sem dono também pode.
A ideia é simples: o eleitor organizado substitui o padrinho. A rede de cidadãos substitui o caixa partidário. O mandato conquistado dessa forma não tem dono — tem compromisso.
E esse compromisso não termina no dia da eleição. Um mandato nascido da rede segue prestando contas à rede — é a mesma lógica que já defendemos como Gestão Compartilhada: o cidadão acompanhando de perto, passo a passo, o uso do que é público. Raiz que se organiza pra eleger é raiz que continua organizada pra fiscalizar.
Não somos contra a política. Somos contra a política que virou negócio fechado, distante, caro e indiferente.
Se esse modelo funcionar aqui, pode funcionar em qualquer lugar do Brasil. Raiz que pega em terra difícil é raiz forte.
Sem Fundão. Sem Padrinho. Sem Pedágio.
Movimento Raiz — do Amapá para o Brasil.
João Capiberibe: Ao Povo do Amapá Nº1
Macapá, 12 de junho de 2026
Cartas do Capi
Durante dois anos, moramos longe daqui, em Maputo, do outro lado do continente africano. Banhada pelo Índico, nove mil trezentos e setenta e quatro quilômetros de Macapá. O ano era 1979, havia cheiro de anistia no ar — e nesse clima de esperança escrevi uma declaração de amor ao povo do Amapá em forma de carta. Nessa carta, assumi o compromisso de viver aqui. Cumpri. E aqui estamos.
Daquele janeiro de 1979 ao dia de hoje, muita água correu por baixo da ponte — e continua. Nesse entretempo vivi, e sigo escrevendo minha história.
Hoje volto a escrever ao povo do Amapá. Dessa vez para dizer, sem rodeios, que o PSB me quer candidato ao Senado — e que eu aceitei a indicação. Daqui pra frente, vamos juntos nessa caminhada.
Aceito porque o momento exige.
Não por hábito de poder. Não por saudade de cargo. Eu e Janete estamos felizes com a vida privada. Aceito porque o que está acontecendo na política do Amapá dói — e silêncio, nessa hora, seria cumplicidade.
Vivemos um tempo em que operações policiais viram rotina eleitoral. Em que o cargo público é disputado como negócio — com sócio, com lucro, com conta a pagar depois. O povo do Amapá merece mais do que isso. Sempre mereceu.
Fui prefeito, governador por dois mandatos, senador por dois mandatos. Em nenhum desses momentos me perguntei o que o cargo podia me dar. Me perguntei o que era possível construir.
Construímos muito. E seguimos construindo.
A Flor da Samaúma nasceu dessa mesma convicção: que a floresta em pé vale mais do que a floresta derrubada. Vinho de açaí, de cupuaçu, de taperebá — frutas da nossa terra, sem derrubar uma única árvore. Não é só um produto. É uma resposta. É a prova de que sociobiodiversidade é economia, é futuro, é o Amapá que podemos ser.
É esse Amapá que levo ao Senado.
Com a mesma teimosia de sempre. Com o mesmo amor de 1979.
Vamos juntos.
João Capiberibe
Pré-candidato ao Senado pelo PSB
João Capiberibe: Ao Povo do Amapá — Nº 2
Macapá, 18 de junho de 2026
Na primeira carta, contei por que aceitei. Hoje preciso contar como vamos fazer — porque essa campanha não é minha. É nossa.
Deixa eu começar repetindo o que já foi dito, para que ninguém se perca pelo caminho.
O PSB não negocia campo. Em 2014 apoiamos Dilma. No impeachment, votamos contra o golpe. Não seguimos a maioria quando a maioria estava errada — e não vamos começar agora. Esse é o partido que me lançou.
E eu aceitei por uma razão simples: o Amapá vive um marasmo alimentado pela sombra dos tribunais. Candidaturas que avançam não pela força das propostas, mas porque sobreviveram ao calendário das operações policiais. A PF nunca bateu na minha porta. Num estado onde gente se explica em delegacia, isso não é detalhe — é diferença. E o campo progressista não pode aceitar o vazio como destino.
Pois bem. Agora vem a parte que depende de você.
Uma campanha sem dono do dinheiro
Não vou atrás do fundão eleitoral. Quero uma campanha financiada pelo próprio eleitor — porque o único financiamento que não cobra pedágio depois é o que vem de quem não quer nada em troca, só um Amapá melhor.
Isso muda tudo. Significa uma campanha de baixo custo, criativa, construída com a energia de voluntários e organizada inteiramente em rede. Sem outdoor caro. Sem cabo eleitoral pago. Sem palanque que ninguém assiste. Nossa campanha vai acontecer onde o povo já está: no celular, na conversa, no grupo de família.
A rede que vamos construir juntos
Tenho mais de 47 mil seguidores no Facebook e 16.200 no Instagram. Mas seguidor não ganha eleição — multiplicador ganha. Então proponho o seguinte, em três camadas simples:
A primeira camada é você. Se essa carta faz sentido, você já é parte. Sua tarefa é só uma: compartilhar e conversar. Mande a carta para cinco pessoas do Amapá — família, amigos, colegas, o grupo da igreja, o grupo do trabalho. Cinco. Não mais. Porque cinco é possível, e o possível é o que se cumpre.
A segunda camada são os núcleos. Em cada bairro, em cada município, em cada arquipélago, queremos um pequeno grupo de WhatsApp — não meu, mas seu. Um grupo onde vizinhos discutem o que o Amapá precisa, repassam as cartas, organizam uma conversa, uma visita, uma roda de açaí. Quem quiser abrir um núcleo, me avise. Eu mando o material, mando áudio, vídeo, mando orientação. O núcleo é local, a luta é coletiva.
A terceira camada sou eu. Vou manter todo mundo informado — por carta, vídeo e por áudio, direto, sem intermediário, sem assessoria filtrando palavra. Quando precisar explicar uma proposta, gravo. Quando surgir uma mentira, respondo. Quando houver vitória, comemoro com vocês primeiro.
É assim que se constrói uma rede que nenhuma fake news derruba: de baixo para cima, de pessoa em pessoa, de confiança em confiança.
O que peço de você hoje
Três coisas, só:
Compartilhe esta carta com cinco amapaenses.
Se topar ir além, me avise que quer abrir um núcleo no seu bairro ou cidade.
E siga comigo — porque virão a Carta Nº3, a Nº4, e tantas quanto forem necessárias, cada uma vai aprofundar uma ideia: bioeconomia, controle dos gastos públicos, a Amazônia que o Brasil precisa enxergar.
Essa campanha vai provar uma coisa que o Amapá já esqueceu que era possível: que dá para disputar o poder sem vender a alma, sem dever favor, sem esconder nada de ninguém.
A corrupção não teme ser vista. Teme ser interrompida.
Vamos interromper. Juntos.
João Capiberibe
Pré-candidato ao Senado pelo PSB
João Capiberibe: Ao Povo do Amapá — Nº 3
Macapá, 25 de junho de 2026
Na primeira carta, contei por que aceitei. Na segunda, expliquei como vamos fazer. Hoje é dia de abrir a porta — de verdade.
Não vou pedir votos ainda. É cedo, e voto se conquista com trabalho, não com pedido antecipado. O que peço hoje é outra coisa, mais simples e mais forte: participação.
Recapitulando, para quem chega agora
Aceitei a indicação do PSB ao Senado porque o silêncio, nesse momento do Amapá, seria cumplicidade. Porque a PF nunca bateu na minha porta, e num estado onde tanta gente se explica em delegacia, isso é diferença, não detalhe. E porque a Flor da Samaúma já prova, na prática, que dá para gerar renda sem derrubar uma árvore — essa é a economia que quero levar ao Senado.
E disse também que essa não será uma campanha do fundão, do outdoor caro, do cabo eleitoral pago. Será uma campanha de rede: eu na terceira camada, comunicando direto; os comitês de bairro e de município na segunda; e você, na primeira, multiplicando a palavra.
Pois a rede começa a existir agora.
O grupo Capi2026Raiz
Criamos o grupo Capi2026Raiz — o espaço onde a pré-campanha vai se organizar de verdade. É ali que vou mandar áudio, vídeo, explicação de proposta, resposta a mentira, convite pra roda de conversa. Sem assessoria filtrando, sem intermediário.
Quem quiser entrar, é simples: manda mensagem aqui com seu nome e seu número de telefone que eu incluo você no grupo.
Não importa se você já tem um núcleo formado no seu bairro, se está pensando em abrir um, ou se só quer acompanhar de perto e ajudar a levar a palavra adiante. Todo mundo tem lugar no Capi2026Raiz.
Sem Fundão, Sem Padrinho, Sem Pedágio — essa é a raiz. E raiz se planta em rede, não em palanque.
Topa entrar?
João Capiberibe
Pré-candidato ao Senado pelo PSB
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