Ilustração IA - créditos: divulgação
10-06-2026 às 11h20
Pelo Poeta, Multiinstrumentista, Compositor e “Mentiroso CaosMota”
Quando do surgimento de todas as tecnologias, inclusive das antigas como a espada, a roda e a pólvora, surgiram os mesmos comentários que hoje a IA anda despertando, do tipo, “é mentira ”; “não vai colar!”, “grandes coisas”, mas que a geração superveniente a ela se comporta de forma diferente e assertiva, por até achar que a tecnologia sempre existiu, desde que o mundo é mundo.
De fato, para mim computadores e smartphones são tecnologias novas, mas para a netinha Maria não são novas, mas tão antigas feito todas as que existiam ao tempo de seu nascimento.
De minha parte e perante a IA, a SIRI e a ALEXA, eu ando feito biruta de aeroporto, tendo as minhas opiniões se alternando ao sabor do vento, ora duvidando, ora as achando as mulheres mais inteligentes do mundo.
E ontem, após eu achar que sozinho “compus” oito canções num espaço de três ou quatro horas, sai daquela prazeirosa experiência com a certeza que a senhora IA só não é mais inteligente do que a maioria esmagadora das mulheres de carne e osso, mas supera a de nós, machos, por só sabermos usar um neurônio de cada vez!
Escrevo até que bem, mas em matéria de produção ou execução instrumental
musical sou um zero à esquerda, mas ontem as melodias que “compus”não ficaram de serem jogadas fora, e como consegui tal “prodígio”?
Consegui porque a IA me ajudou, mas para cada especificação que dei a ela (no caso de ontem, letras minimamente metrificadas e rimadas), cinco minutos após, a IA me entregava a música pronta, avisando que no tempo curtíssimo de seu preparo quantas pessoas de carne e osso estavam compondo a música conosco? Ontem, o número de ajudantes variou de setecentos a mil duzentos e poucos.
Certo é que a IA não é tão artificial como se pensa, pois não basta pedir que ela faça por você ou pra você uma música, pois ela vai te apresentar um resultado inteiramente diverso do por você colimado: uma porcaria de música, para ser mais direto e reto.
Mas se você ajuda a IA, detalhando à exaustão a sua pretensão, você vai percebendo que o resultado vai melhorando a cada rodada de pedidos.
É indubitável a excelência da IA, mas também é fora de dúvidas o fato de que ela JAMAIS ultrapassará a excelência dos músicos de carne e osso, e que assim o seja!
Mas que a IA é uma mão na roda para um medíocre feito eu, só um mais burro do que eu pata dela duvidar!
* Carlos Mota é procurador federal aposentado, ex-deputado federal, escritor e membro da ALVA – Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha

