Créditos: Divulgação
05-09-2026 às 08h41
Samir Modad*
Itambacuri recebeu Cleitinho, candidato a Governador, onde a política de Minas chegou…
Itambacuri já recebeu como candidatos a governadores do Estado de Minas Gerais: Juscelino Kubitschek, Milton Campos, Bias Fortes, dentre outros.
“Ah, mas isso é muito antigo, a política mudou.” Então vamos lá: Aureliano Chaves, Tancredo Neves, Itamar Franco, Hélio Garcia…
O Estado, historicamente conhecido por fornecer grandes homens públicos, estadistas, tem hoje, paradoxalmente, como candidato o Cleitinho.
A partir do Governo Itamar Franco, Minas Gerais é marcado pela piora em seus candidatos:
Aécio Neves, parecia bom, até os escândalos serem expostos.
Anastasia: o pior para o funcionalismo, mudou os nomes dos cargos que, até hoje, têm funcionários procurando qual o novo nome do seu cargo. Além disso, era contrário aos cargos de comissão, contratos, mas quis o destino, ou suas articulações políticas, que o professor Anastasia assumisse o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas da União, sem concurso público.
Pimentel: o mesmo que ocorreu com Aécio.
Zema: O que esperar de um governador que sobe seu salário em mais de 340%, e o do funcionalismo, em 4,6%, que fala: “Eu OVO”, que não conhece uma das melhores poetisas do seu Estado, ao ganhar um livro dela, dado pela jornalista que o entrevistava, perguntou se era a jornalista que tinha escrito. Um sabugo de milho, que não sabe responder a perguntas.
Agora, “A história se repete, a primeira vez como tragédia, e a segunda como farsa.” (O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, de Karl Marx).
Com a eleição de Cleitinho, nem a IA será capaz de reproduzir o capítulo final dessa novela.
As redes sociais geram analfabetos políticos, nunca estudaram matérias relevantes nas escolas, e quando escolhem um por espetáculos circenses na rede…
Bertolt Brecht certa vez disse: “O pior analfabeto é o analfabeto político, pois dele nasceu a prostituição do poder.” (Sic)
Isso sem falar do conhecimento que o candidato deve ter. Logo surgem os que votam por conveniência, por interesses e não por consciência política, tornando-os cúmplices do que claramente se anuncia.
Minas Gerais estará órfã, uma vez com esse estereótipo de candidato, além de outro que logo deixará o governo, Minas vai se desfazendo, saindo de um lugar sem chegar a lugar nenhum.
A degradação dos políticos e, consequentemente, da política deveria se tornar tema obrigatório na história, filosofia, literatura e nas redes, devido à perda crescente dos valores éticos e morais dos candidatos.
Cito, agora, Hannah Arendt:
“Quando a política perde a moral, ela se transforma em mesa de gestão de negócios.” (Sic)
Eu esperava ver um dia outro candidato a Governador na minha cidade, como nos bons tempos, mas não isso.
O povo está querendo, sem medir as consequências nem os riscos, o futuro do Estado.
Como querem, e todo poder emana do povo, mesmo influenciados por redes sociais, onde a tendência é seguir a maioria, sem nenhuma análise, então votem no Cleitinho ou Chicletinho, comecem a mascar logo, masquem à vontade, os votos são seus.
Só não esqueçam de um detalhe: o doce do chiclete acaba rápido, muito rápido.
*Samir Modad é jornalista

