O Agro brasileiro é de suma importância para o Brasil e já conta com créditos subsidiados pelo Plano Safra (516,2 bilhões em (2025); mas este projeto é um despropósito - créditos: Agência Senado
16-04-2026 às 13h05
Direto da Redação
Os olhos e as atitudes dos brasileiros de modo geral devem, a partir deste momento, se fixarem no senador Renan Calheiros MDB, o relator da mais recente movimentação em Brasília (DF) tendo em vista financiar dívidas de produtores rurais atingidos por calamidades públicas com recursos do Fundo Social do Pré-sal (PL 5.122/2023).
Se cada um que lê este artigo puder externa a sua reação diante de um destempero deste, seria uma boa oportunidade de mostrar toda a indignação porque o Fundo Social do Pré-sal, como o próprio nome indica é para socorrer a população em caso de uma emergência.
Os produtores rurais deviam buscar outras maneiras, simplesmente por que temos aí nas ruas das cidades cenas que esse fundo podia resgatar a dignidade humana, aviltada. Quem já tem sempre quer mais e acaba por retirar da boca de quem morre de fome nas ruas e não tem um tento para se abrigar.
O agronegócio partiu pela tangente ao ambicionar o Fundo para fugir dos juros altos, preços baixos das commodities e a alta nos custos de produção (fertilizantes e defensivos) impulsionada por conflitos internacionais.
Da mesma forma, como os produtores rurais foram afetados pela situação mundial causada pela irresponsabilidade do presidente dos EUA, que ateou fogo no mundo. As famílias brasileiras foram afetadas também. E o que é pior, o que acontece é uma guerra pessoal de Trump contra o mundo, e dela temos de ter distância.
O agronegócio enfrenta desafios do tamanho de sua grandeza física e aceitar o que reivindica é a mesma coisa de entregar a eles o que é da população, porque não irá resolver em definitivo o problema do setor, que logo estará pleiteando novamente as asas do governo federal, como sempre aconteceu. E o povo, ó, que se dane! Enquanto eles enchem as burras de dinheiro, uma parcela da sociedade sobrevive ou morre de fome.
Na realidade, o que o agronegócio precisa buscar segundo os entendidos do ramo, é ações “estruturantes reais”: investimento pesado em resiliência climática, recuperação de áreas degradadas, transição de matrizes produtivas e segurança hídrica. O próprio setor podia cuidar de tudo isso a fim de alcançar a sustentabilidade.
Assim, o setor e o governo federal irão parar de enxugar gelo e os produtores rurais poderiam se mostrar independentes. E, ao mesmo tempo, ao invés de ficar a choramingar, que deem a sua parcela para ajuda a acabar de vez com a fome, o que é uma política de governo e da própria sociedade, daqueles que têm pelo menos duas refeições por dia.

