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05-03-2026 às 14h44
Sérgio Nogueira*
No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, histórias de reinvenção e protagonismo feminino ganham destaque. Em todo o Brasil, mulheres têm transformado habilidades criativas em fonte de renda ao migrar do artesanato tradicional para o artesanato digital, movimento apoiado por ferramentas tecnológicas que ampliam a produtividade e profissionalizam a produção.
Segundo levantamento realizado pela Cricut no Brasil em 2025, por meio de pesquisa sobre comportamento no mercado de artesanato criativo no país, quase 20% dos entrevistados afirmam produzir itens para venda. Entre aqueles que já comercializam seus produtos, 54% mantêm um negócio próprio ligado ao artesanato. O potencial de crescimento também é relevante: mais de 60% dos que ainda não vendem demonstram interesse em empreender no futuro.
Para Vinicius Gonçalves, gerente da Cricut no Brasil, a tecnologia tem sido um divisor de águas para mulheres que desejam transformar criatividade em negócio. “A criatividade sempre esteve presente no artesanato brasileiro. O que vemos agora é a tecnologia potencializando esse talento. As ferramentas digitais aumentam a produtividade, reduzem desperdícios, garantem acabamento profissional e permitem que muitas mulheres escalem seus negócios com mais estrutura e competitividade”, afirma.
A trajetória de Ana Dantas sintetiza a transformação do artesanato na era digital. Formada em Enfermagem, ela encontrou na criação manual uma forma de atravessar um período de depressão. Desde o início, porém, sua experiência já esteve conectada à tecnologia. Foi ao descobrir que poderia transformar ideias em peças reais com o auxílio de máquinas de corte inteligentes que enxergou a possibilidade de ir além da terapia e estruturar um negócio.
Em 2015, fundou a marca Abelha de Papel e passou a atender clientes de diferentes regiões do país com flores gigantes e projetos autorais. As máquinas não vieram para profissionalizar o processo depois que ele já existia, elas fizeram parte da essência da marca desde o começo, garantindo precisão, acabamento e identidade às criações. Hoje, Ana dedica-se integralmente ao desenvolvimento de designs e cursos, inspirando outras mulheres a empreender a partir de casa.
“Busquei o artesanato para ocupar a mente em um momento difícil. Quando descobri que podia transformar minhas ideias em peças reais com a tecnologia, entendi que aquilo podia se tornar meu negócio. As máquinas fizeram parte dessa decisão desde o primeiro passo”, afirma Ana.
A reinvenção também marca a história de Fabi Amaral. Após mais de 20 anos na hotelaria e coordenação de eventos, decidiu empreender. Começou com produção artesanal de cadernos e agendas, mas encontrou no artesanato digital um novo patamar de crescimento. Tags e adesivos personalizados tornaram-se uma das principais fontes de renda da sua papelaria. “Minha melhor funcionária é a Cricut”, afirma, ao se referir à tecnologia que se tornou peça central do negócio.
O perfil dessas empreendedoras é predominantemente feminino, urbano e economicamente ativo. Muitas têm entre 25 e 55 anos e buscam modelos de negócio flexíveis. A produção sob demanda e a venda pelas redes sociais ajudam a reduzir custos e ampliar o alcance.
Entre os produtos mais procurados estão roupas personalizadas, itens de decoração, convites, cartões e adesivos, segmentos que unem criatividade e oportunidade comercial.
Sobre a Cricut®
Cricut nasceu para ajudar as pessoas a levarem vidas criativas a partir do desenvolvimento de ferramentas para tornar projetos DIY (faça você mesmo) bonitos, divertidos e fáceis. A empresa americana oferece soluções domésticas que ajudam a criar e personalizar os mais diferentes produtos, potencializando a economia criativa, a expressão e a conexão entre as pessoas. As máquinas de corte Cricut são controladas por um aplicativo simples e intuitivo chamado Design Space, transformando a maneira como o público pensa o artesanato e o design.

