Instituto Rui Barbosa - créditos: IRB
12-06-2026 às 09h10
Direto da Redação
O sistema de controle externo brasileiro está às voltas com o que é considerado um baita desafio: encontrar a melhor maneira de tornar acessível e também compreensível a comunicação dos Tribunais de Contas, chegando a uma linguagem a mais clara possível, ao ponto de o mais comum das pessoas ler e entender.
Foi com esse propósito que Sebastião Helvecio, vice-presidente de Desenvolvimento e Políticas Públicas do Instituto Rui Barbosa (IRB) fez uma visita técnica à Organização Marítima Internacional (IMO), em Londres, em maio, e conheceu experiências e metodologias relacionadas ao fortalecimento de uma linguagem mais simples na administração pública.
Ele foi recebido por Cláudio Henrique Mello de Almeida representante alterno, do Capitão de Mar e Guerra James Acâmpora Bessa Pinto, ocasião em que pôde conhecer atribuições estratégicas da representação brasileira e teve a oportunidade de discutir iniciativas quanto ao aperfeiçoamento da comunicação institucional no setor público.
Foram vários os temas abordados, dentre os quais a possibilidade de utilizar metodologia “Flesch-Kincaid”, da Marinha dos Estados Unidos, como métrica a fim de avaliar o grau de compreensão de textos e apoiar a práticas de linguagem simples nos Tribunais de Contas do País.
“O Brasil tem atuado para ampliar o acesso gratuito dos estados costeiros aos dados do sistema LRIT, plataforma internacional de identificação e rastreamento de navios. Essa medida fortalece a proteção ambiental, a segurança marítima e a cooperação internacional, ampliando o acesso a informações estratégicas para o interesse público”, palavras do almirante Cláudio Henrique Mello de Almeida, que apresentou também iniciativas lideradas pelo Brasil no âmbito da governança marítima internacional.
O sistema LRIT (“Long-Range Identification and Tracking of Ships”) é utilizado para o monitoramento global de embarcações e fornece informações relevantes para a segurança da navegação, a proteção do meio ambiente e a resposta a incidentes marítimos.
“Estamos identificando metodologias e experiências que possam contribuir para tornar os acórdãos, relatórios e demais comunicações dos Tribunais de Contas mais compreensíveis para a população. A linguagem simples é um instrumento de transparência e aproximação com a sociedade, em sintonia com as diretrizes do presidente do IRB, Inaldo da Paixão Santos Araújo.
E em sintonia também “com o Princípio 12 da Intosai, que incentiva as instituições de controle a demonstrarem relevância permanente e impacto positivo na vida das pessoas”, destacou Sebastião Helvecio, para quem a busca por referências internacionais reforça o compromisso dos Tribunais de Contas com uma comunicação mais efetiva e cidadã.

