Vinhos da Serra da Mantiqueira, Minas Gerais - créditos: divulgação
15-06-2026 às 15h26
Direto da Redação
Uma das mais promissoras fronteiras da vitivinicultura nacional se consolida na Serra da Mantiqueira e revigora a posição da região no mapa do enoturismo do País, numa transformação surpreendente do turismo brasileiro.
Importante é saber que a causa dessa transformação está intimamente relacionada com investimentos privados que vão além de R$ 1 bilhão, o que fez surgir cerca de 100 projetos de vinícolas em um raio de 100 quilômetros.
O destaque fica por conta da “Serra dos Encontros”, na divisa de Minas Gerais com São Paulo, um lugar paradisíaco formado pela combinação do clima de montanha e as paisagens de tirar o fôlego. E a grande novidade é o surgimento de um novo polo econômico baseado no turismo rural.
Os municípios de Jacutinga e Albertina são os mais agraciados e incorporam a viticultura e o turismo apostando no crescimento e desenvolvimento da atividade.
Quem conhece a Serra da Mantiqueira, lugar de circulação de peregrinos em atividade no “Caminho da Fé”, rumo a Catedral de Aparecida pode muito bem contemplar as belezas que a Mãe Natureza reservou para todos nós.
A altitude, os dias ensolarados, a baixa umidade e as noites frias são ideais para a produção dos “vinhos de inverno”, que revolucionaram a viticultura nacional e colocaram a região entre as mais respeitadas do Brasil.
E como nesta época há muita gente que gosta de curtir tudo isso são fatores que atraem turistas e, afinal, acontece a consolidação de um destino com diversos ativos de Minas Gerais, como os cafés especiais, os queijos artesanais, os azeites, as cachaças premiadas e a rica culinária mineira.
Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, observa que a região reúne todos os elementos necessários para se tornar uma referência nacional.
“O vinho de inverno da Mantiqueira já é uma das novas fronteiras do turismo brasileiro, e Minas faz parte dessa história de maneira essencial. Estamos falando de ciência, território, paisagem, trabalho, cozinha, hospitalidade e cultura. O desafio agora é transformar esse potencial em produto turístico estruturado, narrativa forte e presença nacional”, disse o secretário.
Segundo ele, tudo isso está ligado diretamente à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que desenvolveu a técnica da “dupla poda”, que permite transferir a colheita para a estação do inverno.
Interessante é que os produtores dos municípios de Jacutinga, Albertina, Espírito Santo do Pinhal e Santo Antônio do Jardim produzem de forma integrada visando a fortalecer a vitivinicultura moderna, de maneira sustentável e com alto valor agregado.
Já se pode observar certo reconhecimento internacional em relação à produção da região porque os vinhos são produzidos na Serra da Mantiqueira, que acumula premiações em importantes concursos internacionais, sendo destaque no “Decanter World Wine Awards 2025”, uma das mais respeitadas competições do setor.
De modo que para os próximos anos a expectativa é ampliar os roteiros do vinho, o que pode acontecer com o fortalecimento da integração entre os municípios produtores.

