Créditos: Divulgação
14-06-2026 às 17h50
Elzemar Júnior*
A estreia da seleção deixa o torcedor com a pulga atrás da orelha até sexta-feira. Apesar de o Marrocos ser melhor que Haiti e Escócia — que venceu por 1 a 0 em sua estreia — Copa do Mundo é assim mesmo. O Brasil, apesar de erros grotescos defensivamente, principalmente no meio-campo, sofreu na jogada em que a equipe marroquina balançou a rede.
Nos primeiros 25 minutos parecia um massacre: só dava Marrocos, um time muito bem treinado. Sem a bola, não deixou espaço para o Brasil tocar. Mas na jogada individual, Vinícius Júnior amassou a defesa marroquina.
No segundo tempo, o treinador tirou Casemiro, que estava passeando em campo, e colocou Fabinho, que pelo menos segurou melhor. Bruno Guimarães e Paquetá também não jogaram nada. Até tiveram chance de tocar a bola, mas na saída de jogo perdiam praticamente todas para o Marrocos. Claro, estamos falando de um time que na última Copa chegou longe e começou a criar casca na competição. Mas e quando o adversário for um ataque com mais poder ofensivo, como a França ou
— Deus me livre — a Argentina?
Guardadas todas as proporções, além dos erros táticos há a aposta em atacantes ineficazes como Igor Thiago e Raphinha, que até hoje não entregaram nada. por que ele colocou Danilo? Por que insistir tanto em Raphinha? Depois do empate, o atacante ficou triste e foi consolado pelo elenco. Esse é o nível da palhaçada.
Enquanto isso, Endrick babava no banco, e Neymar, com seus brincos e joias, gerava mais assunto do que o ataque medíocre da seleção. Culpa do treinador que, como já disse na coluna passada, parece estar perdido junto com esse elenco. Até agora, mostrou um time péssimo defensivamente, com uma zaga de final de Champions, mas um meio-campo que não constrói jogadas, não busca a bola, não tem compactação. Nada.
E quando a bola chega ao ataque, é uma vaidade gigante para tentar o gol: não constroem a jogada e isolam a bola para o adversário. Sorte que o próximo jogo é dia 19 contra o Haiti, que já está em último e virá com tudo ou nada contra a seleção. O Brasil terá até sexta-feira para, pelo menos, arrumar a defesa para o jogo contra a Escócia, líder do grupo C após vencer o Haiti.
*Elzemar Júnior é uma figura multifacetada da cena cultural e jornalística de Belo Horizonte. Jornalista, compositor e analista político e esportivo, ele também se destacou como ex-diretor da tradicional Rádio Clube. No universo do samba, seu nome ficou marcado pela autoria do antológico samba-enredo de 2015 do Corsários do Samba, obra que entrou para a memória dos desfiles da cidade e consolidou sua reputação como compositor de grande talento.

