Créditos: Divulgação
11-03-2026 às 08h10
Elzemar Júnior*
Em tempos de Copa nos Estados Unidos, o mundo viu uma das finais mais absurdas da NBA. Se chegasse para qualquer um que acompanha esse torneio, ninguém apontaria que o elenco dos Knicks, que tem um jogo muito físico e movimenta seus alas como se fosse uma roldana, estaria a uma partida do grito de campeão de uma geração que viu todo mundo ganhar e apanhou calada, como naquela terrível final contra os Rockets em 94. Este ano está a um jogo de vingar 99.
Depois do jogaço de ontem, onde o astro de San Antonio, Wemby, junto com Devin Vassell, colocou a equipe do Texas com uma diferença de até 30 pontos a favor do time do santo casamenteiro, que chegou a ficar em 69 a 42, só dava o time das freiras. Mas após a terceira etapa foi outro jogo, e ainda havia uma diferença abissal de 81 a 54. Daí parece que San Antonio cansou, e só deu Knicks. Jalen Brunson, rei do turnover, não quis saber: além de seus 41 pontos, quem deu uma de garçom foi o armador José Alvarado, que levou o Square Garden à loucura em uma falha na defesa dos Spurs, dando uma senhora assistência para OG Anunoby fazer uma cesta de 3. Até o treinador dos Spurs bateu palmas.
Daí o inevitável: a pressão de NY inteira dentro de quadra, e Brunson e OG Anunoby viraram o jogo contra os Spurs. Foi a maior virada da história da NBA em finais, superando aquela do Boston Celtics de 24 pontos em 2008 contra os Lakers.
A equipe de Nova York lidera a série melhor de sete das Finais contra o San Antonio Spurs por 3 a 1. O time garantiu essa vantagem após uma virada histórica no Jogo 4, onde reverteram uma desvantagem de 29 pontos para vencer a partida por 107 a 106. O próximo confronto (Jogo 5) acontece no sábado, 13 de junho, no Frost Bank Center, em San Antonio. Se os Knicks vencerem, serão campeões após 53 anos.
Milhares de nova-iorquinos comemoraram a impressionante vitória do Knicks no Jogo 4 – inundando ruas, bares, bodegas: “Eletrizante”. Até mesmo Taylor Swift vibrou com a virada dos Knicks, acompanhou a partida de perto e acabou roubando a cena durante a comemoração da virada que deixou a franquia nova-iorquina a uma partida do Troféu Larry O’Brien.
*Elzemar Júnior é uma figura multifacetada da cena cultural e jornalística de Belo Horizonte. Jornalista, compositor e analista político e esportivo, ele também se destacou como ex-diretor da tradicional Rádio Clube. No universo do samba, seu nome ficou marcado pela autoria do antológico samba-enredo de 2015 do Corsários do Samba, obra que entrou para a memória dos desfiles da cidade e consolidou sua reputação como compositor de grande talento.

