Os problemas respiratórios aumentam durante o inverno. Créditos: Magnific / Divulgação
24-06-2026 às 15h34
Antônio Nascimento*
Dois meses depois do Governo de Goiás declarar situação de emergência em saúde pública devido ao alto número de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – infecção grave que afeta os pulmões -, o estado ainda registra alta incidência do problema em alto nível de risco, segundo dados do Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados no dia 11 de junho. No país, o número de mortes, só neste ano, já passa de 3.500.
Desde o começo do ano até o momento, Goiás já soma 4.996 casos de SRAG, muitos deles causados por Influenza e Covid-19. Apesar disso, a pneumopediatra Camila Maia, que atende no Órion Complex, em Goiânia, lembra que que existem várias doenças respiratórias que se manifestam com mais força nesta época, como bronquiolite, crises de asma, sinusites, otites associadas às infecções respiratórias e pneumonias também podem se manifestar com mais facilidade nessa época do ano.
Isso acontece porque do mês de abril até meados de setembro, quando o país vive o período de outono-inverno, o brasileiro está mais vulnerável devido a elementos como o frio e o tempo seco . A pneumopediatra explica que o tempo seco resseca as vias respiratórias e prejudica os mecanismos naturais de defesa do organismo, e as temperaturas menores favorecem a permanência das pessoas em ambientes fechados e pouco ventilados, facilitando a transmissão dos vírus.
Para evitar passar pelo problema, a médica ressalta que a população precisa se prevenir. As principais medidas incluem a vacinação contra influenza anual, vacinação contra COVID-19 e pneumonia conforme recomendação vigente, controle adequado da asma e da rinite e higiene frequente das mãos.
A doutora Camila também ressalta que é necessário manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos frequentemente, evitar contato próximo com pessoas gripadas, cobrir o nariz e boca ao tossir ou espirrar, manter uma boa hidratação, dormir adequadamente, manter alimentação equilibrada, evitar exposição à fumaça de cigarro e queimadas, e manter corretamente o tratamento de doenças respiratórias crônicas.
A pneumologista ressalta que gripes leves podem ser tratadas com repouso e sono, já em casos graves, é necessário consulta médica. “É importante destacar que nem toda tosse ou febre precisa de antibiótico. Muitas infecções respiratórias são causadas por vírus e melhoram apenas com medidas de suporte. O uso inadequado de antibióticos aumenta a resistência bacteriana e pode trazer efeitos adversos importantes”, concluiu.

