Marinha vai tornar o Rio São Francisco de Minas a Bahia - créditos: Agência Marinha de Notícia
25-04-2026 às 15h00
Direto da Redação
Algumas das inúmeras pessoas que ama o Rio São Francisco tanto quanto a Marinha do Brasil (MB) se uniu a uma “força-tarefa” com o intuito de retomar a navegação comercial no “Velho Chico”, como é carinhosamente chamado. Tratam-se de uma das águas mais importantes para continuar a desenvolver econômica, social, cultural e ambientalmente o Brasil.
Tudo começou no dia 2 de abril, na sempre cantada e decantada Pirapora (MG), de onde a “missão exploratória” em cinco embarcações (a barca Cidade Pirapora, duas chatas, a draga Matrichã e um rebocador). Saíram a deslizar pelas águas do famoso rio rumo a Juazeiro (BA), a 1.371 quilômetros de extensão de uma nova antiga hidrovia.
O projeto da nova hidrovia do Rio São Francisco foi autorizado pelo Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor) e elaborado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia – CODEBA, Autoridade Portuária Federal.
Próximo à barragem de Sobradinho, o comboio se atracou no dia 15 de abril concluindo a primeira etapa da missão, cuja organização dos documentos das embarcações foi da competência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para transportá-las até Juazeiro, onde foram serão feitas as manutenções.
Para o planejamento foram necessários estudos técnicos, monitoramento contínuo e análise das condições naturais do rio. Atualmente, o “Velho Chico” oferece condições favoráveis de navegação devido à cheia. Na mais recente temporada choveu bastante.
O detalhe é que o comboio histórico foi acompanhado por Militares da MB da Delegacia Fluvial de Pirapora; Agência Fluvial de Bom Jesus da Lapa; Capitania Fluvial de Juazeiro e do Comando do 2º Distrito Naval (Com2ºDN) que garantiram a segurança dos equipamentos e das pessoas que conduzem as embarcações.
Flávio Almeida, assessor de Comunicação do Com2ºDN, Capitão de Mar e Guerra (Quadro Técnico) foi agente fluvial de Juazeiro há 20 anos, de 2004 a 2006, numa época em que a hidrovia funcionava, como se diz, a todo vapor.
Como conta o capitão, os comboios rumo a Ibotirama (BA) iam buscar grãos do Oeste da Bahia, soja, caroço de algodão e milho, levados para a região de Juazeiro e Petrolina.
Havia outras embarcações comerciais que vinham a Minas Gerais para buscar víveres. Tudo funcionava, principalmente a navegação, “e era uma alegria para a população dessas cidades, pois criava muitas oportunidades”.
“Esse momento, além de histórico, é importante e emocionante pois traz esperança para as pessoas que vivem aqui no Vale do São Francisco, gerando emprego, renda e oportunidades. É bom estar aqui em nome da Marinha do Brasil contribuindo para o desenvolvimento do Vale do São Francisco, como nós fazemos em todo o Brasil”, ele disse.
O comandante disse que o balizamento da hidrovia está sendo realizado, etapa que vai ser concluída depois de estudos técnicos. “A Marinha, além da sua responsabilidade no tocante à segurança da navegação e da salvaguarda da vida humana no mar, também atua como um polo dinamizador das atividades da Economia Azul, entre elas a navegação comercial”, ele explica.
Fonte: Agência Marinha de Notícias https://www.agencia.marinha.mil.br/

