Crédito: Divulgação
24-08-2026 às 17h52
Sérgio Moreira*
Belo Horizonte recebe o 3º Festival do Tropeiro Mineiro, que propõe um roteiro gastronômico por diferentes regiões de Belo Horizonte, de 20 de agosto a 6 de setembro.
O conceito desta edição é “Onde você estiver, tem um tropeiro perto de você!”, convidando as pessoas a experimentar diferentes versões do prato em estabelecimentos espalhados pela capital mineira. Com 46 bares e restaurantes participantes, a curadoria é de Rosi Campolina, administradora do Portal Chef a Chef, ao lado de Miriam Cerutti, coordenadora do evento.
Presente no cotidiano gastronômico de Belo Horizonte, o feijão tropeiro preserva uma tradição que atravessa gerações e, ao mesmo tempo, se reinventa nas cozinhas da cidade. Ingredientes, acompanhamentos e modos de preparo ajudam a imprimir diferentes identidades à receita, revelando a riqueza da gastronomia mineira. É essa diversidade que o festival coloca em cena ao reunir estabelecimentos de diferentes regiões da capital.

“O tropeiro é uma receita que carrega história, memória e identidade, mas continua viva justamente porque atravessa gerações e ganha características próprias em cada cozinha. Nesta terceira edição, queremos mostrar essa diversidade e convidar as pessoas a percorrer Belo Horizonte através do tropeiro, descobrindo receitas, estabelecimentos e diferentes formas de preparar um prato que faz parte da nossa cultura”, afirma Miriam Cerutti, coordenadora do Festival do Tropeiro Mineiro.
Com a proposta de levar o público a descobrir diferentes versões do prato, o festival reúne estabelecimentos localizados em bairros de diversas regiões da capital, do Cachoeirinha, passando pelo Centro, Santa Tereza, Prado, Pampulha, Venda Nova e Bandeirantes, até bairros como Serra Verde, Camargos e Planalto. A abrangência territorial reforça o conceito da edição: “Onde você estiver, tem um tropeiro perto de você!”
Participam desta edição Alibabar; Arco-Iris; Bar Algo Mais; Bar da Lora Savassi; Bar do Cláudio – O Rei do Omelete; Bar do Sidney; Bar e Museu Clube da Esquina; Bar e Restaurante do Dadá; Barbazul “O Barba”; Beirute; Bolão Mineirão; Breik Breik Cidade Nova; Canela Amarela; Cantina Dom Phillipo; Cantina Mineira; Chamego´s Bar; Com Amor Nani; Do Padrin Restaurante; Dona G Restaurante; Esquinão do Floresta; Exganadão Lanches; Fazenda Mineira; Fia´s Restaurante; Guajajaras Bar 450; Ivos Bar; Leo Grill Restaurante; Marina´s Bar; Nossa Casa; O Favoritto; Parada do Cardoso; Pastelaria Mais Sabor; Paulão Beer; Restaurante Bom Gosto; Restaurante Cantinho do Mineiro; Restaurante Casa Moriah; Restaurante Direitinho; Restaurante Espinafre; Restaurante Lu Ribeiro Haras Paraíso; Restaurante Paladiu; Restaurante Tropeiro de Minas; Ponto dos Amigos, Sopa Carioca; Stella´s Bar; Tia Maluka; Tropeiro do Lisboa; Vacatolada; e Zé Campeiro.
A diversidade de endereços também permite que o público escolha onde e quando experimentar as receitas, aproximando o festival da rotina da cidade. A proposta é fazer do evento um roteiro gastronômico espalhado por Belo Horizonte, em que cada estabelecimento apresenta sua relação particular com o tropeiro.
Júri reúne gastronomia, cultura e comunicação
As receitas serão avaliadas por um júri formado por profissionais e representantes de diferentes áreas. Participam Rosi Campolina, curadora do Festival do Tropeiro e administradora do Portal Chef a Chef; Carlos Nunes, ator e amante da cozinha mineira; Tessia Gonçalves, da Rádio Inconfidência; Chef Penninha – Ricardo Penna; Euzi Nascimento, chef e consultora gastronômica; Sérgio Moreira, presidente da Febtur/MG e apresentador do programa Minas Turismo Gerais; Guilherme Araújo, patrocinador master e representante do Feijão Galante; Márcio Almeida, chef de cozinha e consultor gastronômico; e Simone Santos, jornalista da Febtur/MG e colunista do portal Minas um Luxo.
A composição do júri reúne diferentes olhares sobre gastronomia, turismo, cultura e comunicação, acompanhando a proposta do festival de apresentar o feijão tropeiro não apenas como prato, mas como uma expressão cultural que permanece presente no cotidiano da cidade.
O prato que carrega história – A trajetória do tropeirismo ajuda a compreender como o feijão tropeiro se tornou uma preparação tão presente na culinária brasileira. Entre os séculos XVII e XVIII, os tropeiros percorriam longas distâncias transportando animais e mercadorias e precisavam levar alimentos resistentes, fáceis de armazenar e adequados às jornadas. Feijão, farinha, carne seca, toucinho e sal estavam entre os mantimentos transportados nas bruacas, caixas de couro presas às cangalhas dos animais.
A combinação prática e nutritiva foi influenciada pelas culturas indígena, portuguesa e africana e permaneceu nos hábitos alimentares mesmo com as transformações ocorridas ao longo do tempo. Hoje, o feijão tropeiro continua presente nos cardápios e nas mesas, preservando elementos de sua história e, ao mesmo tempo, incorporando ingredientes, técnicas e características de quem o prepara.
Essa capacidade de reunir tradição e diversidade orienta a proposta da terceira edição. Em vez de buscar uma única maneira de preparar o prato, o festival pretende mostrar ao público como o tropeiro assume diferentes identidades dentro da própria Belo Horizonte.
Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
@sergiomoreira63
informação para: sergio51moreira@bol. Com.br

