18 de maio será o dia “D” para o Técnico Carlo Ancelotti convocar os 26 jogadores para a Seleção Brasileira - créditos: divulgação
10-05-2026 às 16h12
Ricardo Baeta*
Está chegando a hora. Em 18 de maio será o dia “D” para o Técnico Carlo Ancelotti convocar os 26 jogadores que representarão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026.
Mas aí fica a pergunta: qual é realmente o critério utilizado para a convocação? Será o futebol apresentado pelos atletas? O momento vivido por cada um em seus respectivos clubes? Ou será aquilo que muitos já imaginam: um jogo de interesses envolvendo empresários e patrocinadores?
Com todo respeito aos mandatários do futebol brasileiro, esta última hipótese parece, para muitos, ser a mais próxima da realidade da camisa mais pesada do futebol mundial.
Existem jogadores que fizeram história em seus clubes, atletas de enorme talento, muitas vezes superiores tecnicamente a diversos convocados, e que jamais tiveram oportunidades na Seleção por não compactuarem com determinadas gestões da Confederação Brasileira de Futebol.
A grande verdade é que a corrupção presente no país parece ter alcançado os gramados há muito tempo. Jogadores convocados por influência de empresários e patrocinadores, em troca de interesses e favores.
Claro que muitos dos últimos convocados possuem talento, vivem grande fase e realmente merecem defender o Brasil. Porém, também existem nomes que sequer seriam titulares absolutos em alguns clubes da Série A do Campeonato Brasileiro — e até mesmo em equipes de menor expressão no exterior.
O jogo de interesses, o comissionamento em negociações e os bastidores parecem, muitas vezes, falar mais alto do que os fundamentos do esporte, onde deveriam ser convocados os melhores.
Talvez seja justamente por isso que as últimas participações da Seleção em Copas do Mundo tenham sido tão frustrantes e pouco empolgantes para o torcedor, que demonstra estar cada vez mais distante da equipe nacional, conforme apontam diversas pesquisas recentes.
Nesse cenário, ainda existem as famosas superstições: “quando a Seleção vai desacreditada para a Copa, normalmente conquista o título”. Isso realmente aconteceu algumas vezes. Porém, as inúmeras ocasiões em que a torcida desacreditou e a equipe fracassou acabam não ficando tão marcadas na memória coletiva.
Conclusão: o que resta ao torcedor é torcer para que os jogadores convocados — e não apenas privilegiados pelo sistema — possam representar o país de forma honrosa, respeitando a história construída pelos grandes craques do passado, que eram selecionados principalmente por merecimento, talento e desempenho dentro de campo.
*Ricardo Baeta é contador, jornalista e amante do futebol

