Créditos: IA Divulgação
24-06-2026 às 09h46
Elzemar Júnior*
Após uma convocação cercada de dúvidas e polarizações, o camisa 10 do Santos voltou a treinar com bola na tarde de segunda-feira, em Nova Jersey. Sob o comando de Carlo Ancelotti, os 24 jogadores da Seleção Brasileira se preparam para o duelo contra a Escócia, marcado para quarta-feira, às 19h, no Miami Gardens.
O goleiro Alisson foi poupado da atividade por controle de carga e realizou apenas trabalhos na academia. Apesar disso, não deve ficar fora da partida. O adversário escocês, limitado ofensivamente, deve chamar o Brasil para o jogo. Todos os holofotes estarão voltados para o retorno de Neymar, ao mesmo tempo aclamado e criticado. O camisa 10, que recentemente se tornou pai, é esperado para dar brilho ao ataque.
Não acredito que Neymar comece como titular, mas sua presença no banco já mexe com o ambiente e pressiona outros jogadores. Tanto ele quanto Endrick precisam entrar em campo: se a Seleção quiser mirar adversários menos complicados na sequência, precisa vencer a Escócia com autoridade.
Os possíveis rivais nas fases seguintes incluem França, Alemanha ou Equador. O Brasil precisa golear os escoceses e torcer para que o Marrocos não vença por mais de dois gols — algo improvável, já que o Haiti deve jogar de forma aberta. Um triunfo haitiano ajudaria o Brasil.
Pelo cenário atual, o Brasil enfrentaria o Japão (2º do grupo F) na segunda fase e poderia encarar a França (2ª do grupo I) já nas oitavas de final. Os franceses, nesse contexto, duelariam com a Costa do Marfim (2ª do grupo E). Caso o Brasil avance em 2º no grupo C, o adversário seria a Holanda (1ª do grupo F), que vem brilhando na Copa com Memphis Depay e companhia.
Não há espaço para receio: quem quer ser campeão não pode escolher adversário. O Brasil precisa mostrar força desde já e confirmar sua grandeza nos mata-matas.
*Elzemar Júnior é uma figura multifacetada da cena cultural e jornalística de Belo Horizonte. Jornalista, compositor e analista político e esportivo, ele também se destacou como ex-diretor da tradicional Rádio Clube. No universo do samba, seu nome ficou marcado pela autoria do antológico samba-enredo de 2015 do Corsários do Samba, obra que entrou para a memória dos desfiles da cidade e consolidou sua reputação como compositor de grande talento.

