Crédito: Pablo Porciuncula/AFP
29-10-2026 às 10h00
Samuel Arruda*
A carta divulgada por Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira (28) provocou reações entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aumentou a tensão política após as eleições presidenciais.
No documento, o senador contesta o resultado eleitoral, acusa instituições brasileiras de perseguição política e anuncia que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. Na primeira versão, chegou a se declarar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, expressão retirada posteriormente.
Aliados de Lula criticaram as declarações e demonstraram preocupação com as acusações contra o STF e o TSE. Na terça-feira (27), o presidente já havia classificado a saída de Flávio do Brasil como um “ato vergonhoso”.
O senador afirma que deixou o país para proteger a família e continuar sua atuação política. Também agradece aos presidentes Donald Trump e Javier Milei e promete mobilizar seus apoiadores no exterior.
A principal controvérsia está na contestação do resultado eleitoral. A carta não apresenta provas que comprovem as alegações de fraude, que devem ser tratadas como acusações do senador, e não como fatos demonstrados.
Diário de Minas — O episódio evidencia o agravamento da disputa política e os desafios para preservar o respeito às instituições democráticas.
*Samuel Arruda e jornalista e editor de política

