Créditos: Divulgação
26-07-2026 às 07h56
José Altino*
“A começar de Feola até Scolari, passando pelo barulhento Zagalo, todos, mas todos mesmo, devem estar “putos” em suas últimas moradas, afinal de contas, acreditávamos que ensinávamos, ao mundo o joguinho em fazer a bola chegar aos fundos das redes. Ainda mais que este caríssimo técnico, em jogos caseiros de dez, ganhou cinco, empatou e perdeu outros cinco. Vai dar tragédia e cara…pior que os famosos 7 a 1 de triste memória.”
(Trecho de crônica publicado em 25/05/26)
Pois é, como deu!! Com a agravante de ser tudo, extremamente previsível. Mas, de qualquer forma adorei ver o time dos outros. Beleza pura. Até Cabo Verde se saiu numa boa, não amarelando de medo nem tampouco vermelho de raiva, tal qual argentinos; brilhou e muito.
Plateias, a todos e de todos, sem exceção, compareceram e fizeram bonito.
Bem me recordo, que o tempo espaço para treinamento da seleção “canarinho” era sempre de três a quatro meses. Assim devendo ser a qualquer outro esporte coletivo, que exige prazos para formação do sentimento de grupo.
Também lembro que técnicos profissionais de quaisquer desportos, eram formados em educação física, exatamente por ser necessário aprendizado a tais observações. E é bem por isso, que ao coletivo chamamos de “time”.
Exemplos, muitos… super Vasco de 56/57, Santos de Pelé, Coutinho e companhia, Cruzeiro, Tostão, Dirceu Lopes e todos os outros, até a frescura do Raul de camisa amarela, algo malvisto na ocasião. Quem não se lembra dessa base, Castilho Píndaro e Pinheiro, Jair Edson e Bigode, ou dessa, Barbosa, Eli, Danilo e Jorge. Todo mundo jogava muito e ninguém tinha jatinho, muito menos técnicos engravatados.
De boas lembranças a máquina letal montada pelo jornalista João Saldanha, para a glória de 70, a fim de resgatar a merda de 66, quando Feola prezando sua tática, entregou a camisa 10 ao mineiro Pelé e mandou que os restantes cada um pegasse a sua.
Um malvisto episódio político lhe pôs tudo a perder, quando o Presidente Médice sugerindo através da imprensa que convocasse certo jogador, ao que ele respondeu bem malcriado: “não dou palpite nos ministros dele e ele não dará em meus escalados”. Saldanha, jornalista esportivo meio atrevidão às esquerdas não mais permaneceu no cargo no dia seguinte.
Entendia de futebol, mas nada de política, regimes de exceção. Deixou a mesa posta com os respectivos talheres ao boquirroto Zagalo, que apenas manteve o que o antecessor montara. Até a própria dinâmica do conjunto brotava do próprio grupo.
Mas, junto a grande atração exercida por aquele esporte da bola, outra cresceu, os meios de comunicações, que levavam onze homens e seus destinos para dentro de nossas casas. Aí ohhhh fud..!
Meios de comunicações se mantém com exposições publicitarias, para as quais precisam de “heróis”, inda que aqueles que fazem uma bola cheia de vento a rolar por um gramado verde.
Acabou-se o esporte, assumindo um dinheiro altíssimo. Jogadores mais trocam de camisas de agremiações que suas próprias cuecas. Em novos escretes contratantes, chegam em seus jatos particulares, para, até enfrentarem aqueles times de onde saíram adorados e idolatrados… sacanagem pô. E o torcedor idiota encantado pelo alto significado emanado em seu coração, bem acredita em espírito esportivo e nos bons propósitos entre as quatro linhas.
Por aqui em minha vez, fico encantado de como este nosso Brasil, com seu povo, consegue aplicar nas políticas nacionais, querências, amores e desamores tal qual o futebol. Tudo bem, igualzinho…Nem dá para acreditar, mas parece que estamos sempre a aplicar a tese do tudo bem, vai dar certo, sem nenhuma possível segurança que isso possa não acontecer e mesmo já com previsão de fracasso.
Pois tudo isso do futebol acima, é para estabelecer correlação de outra tragedia anunciada para breves tempos, ou seja, as eleições gerais de níveis federais e estaduais, escapando como aves de arribação os municípios. Estes nem sei por que esta frescura em não terem datas.
E o que poderá ocorrer nestas tais “democráticas” eleições, administradas por interessados já ocupantes de poderes será coisa absurda.
Um postulante a continuar no cargo, com abuso da força da caneta presidencial e do tesouro nacional em compra de propagandas antecipadas, se mantem distante da responsável sensatez em reconhecer que a Nação de hoje é, e está bem longe daquela emergente em passado nem tão distante.
Após se apropriar da organização partidária que o construiu e lhe deu brilho, como filho ingrato, dispensou os grandes luminares e estadistas que o criaram e acompanharam, pois que, eles pelejavam pela Nação que naqueles instantes carecia, não só de tranquilidade social, como política, mantendo como objetivo seus interesses.
O que não era e nem é meta deste, hoje, parecendo senil senhor, caçador de poder, cuja humildade passa ao largo, nos fazendo imaginar que lá onde mora “não tem magoa mal ponteada” nem sequer sábios espelhos, para que se possa ver a nu.
Em boa comparação, por também viver em mundo boleiro diferente, ele bem pode ser comparado a Neymar, se foi bom, foi…
Por outro lado, vem de lá herdeiro já eleito pelo sobrenome, que sem nenhum preparo ou demonstração de novas e necessárias propostas a Nação, se apresenta pela certidão, sim certidão, mas de nascimento e só.
Juro, por “Deus e por mim mesmo”, que gostaria de saber o que este “ismo” em esquisito sobrenome que tantas polemicas arranjou no passado.
Muito interessante notar, que sua imagem foi reparada e reconstituída por agremiação de força. Aquela mesma que no passado deixou acontecer o que hoje, ainda lhes opõe.
Na verdade, este Brasil, deste momento demorado a passar, tem demonstrado sua força e pujança. Mesmo com bostas estranhos de armadores, embarcados marujos que tratam de dividirem os botins oficiais, de timoneiros sem rumo, navegando sempre a 51 graus elevados, ele prossegue a trancos e barrancos.
Mas, tenho percebido que o exagero está ficando abusado demais. Corrupção a galope sem freio e excepcionais instabilidades jurídicas. Ministros das leis a jogarem para torcidas, como se tudo fora um grande estádio.
Nada aparece mais em redes de comunicações que o aparato policial. Apesar de não gostar muito do refrão, mas como era meu pai que muito dizia em sua homenagem passo à frente: “muita polícia, sinal de sociedade doente”.
E realmente pela bagunça política junto ao conluio jurídico, em conjuração a mais gritantes condutas administrativas, salvo poucos privilegiados, o mundo econômico tem nos abandonado, assim como pelos mesmos motivos muitos outros nos tem invadido.
Mas, como dizem acertadamente os bons, para traz nem para pegar impulso. Entretanto, sei que é impossível, mas esta Nação é bem maior que estas duplas figuras, que deveriam sair da frente, para que em outros trilhos e mares ela neles pudesse buscar qualidades, vez picadeiros, ilusionistas gaseiros flatulentos e/ou vaidosos herdeiros familiares deslumbrados.
Em 1950, uma final de copa calou um estádio, não o país, mas era só futebol… Vozes e urnas serão sempre nossas esperanças.
Ainda bem…
Belo Horizonte/Macapá 26/2026
*José Altino Machado é jornalista

