Logística sustentável reduz custos no Brasil - créditos: divulgação
15-06-2026 às 16h28
Direto da Redação
Para financiar 849 projetos da Marinha os Brasil (MB) entre 2023 e 2026, o Fundo da Marinha Mercante (FMM), principal mecanismo de financiamento da indústria naval brasileira, reforça a retomada da indústria naval e a expansão da navegação interior no país, comprometeu 2,8 bilhões, correspondente a cerca de R$ 15 bilhões.
O FMM apoia projetos de construção de embarcações, modernização de estaleiros e expansão da infraestrutura aquaviária. Os recursos ampliam a infraestrutura hidroviária e fortalece a logística aquaviária, estratégica para reduzir custos de transporte e aumentar a competitividade das exportações do Brasil.
Fazem a roda rodar os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos principalmente do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), o imposto sobre o transporte aquaviário.
O estado do Amazonas possui número maior de iniciativas apoiadas pelo Fundo, com 233 projetos e investimentos de cerca de US$ 324 milhões. E em seguida, Pará, com 173 projetos e US$ 313 milhões, e Rio de Janeiro, com 135 e cerca de US$ 315 milhões.
Mas é o estado de Santa Catarina que lidera o ranking nacional, com 91 projetos de cerca de US$ 1,1 bilhão em investimentos. Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul também figuram entre os principais beneficiários.
A Região Norte do País é onde a navegação interior alcança relevância maior para escoar commodities e insumos industriais porque conta com os corredores hidroviários. Isto é, os rios Amazonas, Madeira e Tapajós, responsáveis por parcela cada vez maior das exportações brasileiras de grãos e minérios.
Na matriz de transportes do Brasil, a participação das hidrovias é tida como modesta quando comparada ao potencial disponível. Isto ocorre apesar de o País possuir uma das maiores redes hidrográficas do mundo;
Todavia, os governos e operadores logísticos aumentam os investimentos em embarcações, terminais e infraestrutura fluvial. A intenção deles é aumentar a eficiência dos corredores de exportação e reduzir a dependência, em longas distâncias, do transporte rodoviário.
O Juruá Estaleiro e Navegação, em Iranduba (AM), na Região Metropolitana de Manaus, está entre os empreendimentos apoiados pelo fundo. A empresa constrói embarcações e estruturas de navegação interior, como barcaças, rebocadores, empurradores e demais sistemas de transbordo de cargas.
Só para se ter uma ideia, Juruá constrói atualmente 108 barcaças para a operação da “LHG Mining”, projeto avaliado em cerca de US$ 148 milhões. Isto e mais a construção de três empurradores fluviais, por cerca de US$ 63 milhões.
Importante é também falar da geração de empregos diretos nos estaleiros. Só para o leitor imaginar, os investimentos movimentam uma extensa cadeia de fornecedores de aço, motores, sistemas de propulsão, equipamentos eletrônicos e demais serviços especializados.
Tudo isso, e principalmente os recursos impulsionam a retomada da indústria naval brasileira, e recebe novas encomendas da Transpetro, o que leva à expansão da navegação interior na Região Norte. Transpetro, que lidera os investimentos, é subsidiária logística da Petrobras responsável pelo transporte e armazenamento de combustíveis.

