Créditos: Divulgação
04-08-2026 às 12h38
Wagner Fernando*
O comércio de Belo Horizonte iniciou o segundo semestre com empresários mais otimistas em relação aos próximos meses. É o que revela a pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), realizada pela CNC e analisada pela Fecomércio MG. Apesar de o indicador geral permanecer abaixo dos 100 pontos, marca que separa o otimismo do pessimismo, julho apresentou melhora nas expectativas dos empresários em relação à economia brasileira, ao desempenho do comércio e às perspectivas para as próprias empresas.
O ICEC registrou 97,1 pontos em julho. O resultado mostra que o setor ainda mantém uma postura de cautela, mas sinaliza uma recuperação gradual da confiança, impulsionada principalmente pelas expectativas para o futuro. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio alcançou 121,1 pontos, acima do registrado no mês anterior, refletindo um ambiente mais favorável para decisões de negócios.
Na avaliação dos empresários, o momento atual ainda inspira preocupação. O Índice de Condições Atuais permaneceu em 69,0 pontos, indicando que a percepção sobre a economia, o comércio e as empresas continuam negativas. Mesmo assim, a pesquisa mostra uma redução na quantidade de empresários que enxergam piora no setor e em seus próprios negócios na comparação com o mês anterior.
Para a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, o levantamento indica que o empresariado começa a perceber sinais de estabilização da atividade econômica, mesmo diante de um cenário ainda desafiador. “A pesquisa mostra que o empresário continua avaliando o momento atual com cautela, mas já demonstra maior confiança no comportamento da economia e do comércio nos próximos meses. Essa melhora nas expectativas costuma anteceder decisões importantes, como novos investimentos, formação de estoques e planejamento das vendas.”
As perspectivas também ficaram mais positivas em relação à economia nacional. Em julho, 51% dos empresários afirmaram acreditar em melhora do cenário econômico, percentual superior ao registrado no mês anterior. O otimismo também aumentou em relação ao próprio comércio: 66,4% esperam evolução do setor nos próximos meses. Já quando o assunto é o desempenho das próprias empresas, 78,3% acreditam em melhora das vendas.
Segundo Gabriela Martins, esse comportamento é coerente com um ambiente econômico em transição. “Mesmo com indicadores atuais ainda abaixo da linha considerada satisfatória, os empresários demonstram disposição para olhar além das dificuldades do presente. Esse aumento da confiança é importante porque tende a influenciar decisões relacionadas à expansão dos negócios, geração de empregos e investimentos.”
O levantamento também mostra estabilidade na intenção de investir. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio ficou em 100,3 pontos, permanecendo acima da linha de neutralidade. Entre os empresários entrevistados, 65% pretendem ampliar o quadro de funcionários e quase dois terços informaram que os estoques estão em níveis adequados para atender à demanda. Na avaliação da Fecomércio MG, os resultados reforçam que o comércio belo-horizontino ainda convive com desafios no presente, mas inicia o segundo semestre com expectativas mais positivas. A evolução da confiança será determinante para acompanhar o ritmo dos investimentos, das contratações e do desempenho das vendas ao longo dos próximos meses.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

