Créditos: Divulgação
04-06-2026 às 16h43
Direto da Redação*
A proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026 já mobiliza o comércio. Mais do que uma paixão nacional, o futebol se transforma em oportunidade de negócios para milhares de empresas que se preparam para aproveitar o aumento do consumo durante os meses de maio, junho e julho. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG revela que 66,4% dos empresários comércio mineiro acreditam que o torneio terá impacto positivo nas vendas.
O levantamento ouviu 428 empresas entre os dias 26 de maio e 1º de junho de 2026, abrangendo todas as regiões de planejamento do estado. Foram pesquisados estabelecimentos dos segmentos de supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, tecidos, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos, papelarias e outros artigos de uso pessoal e doméstico.
A expectativa é que a Copa do Mundo, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, impulsione o consumo e gere novas oportunidades para os negócios. Entre os empresários que esperam crescimento, 54,6% acreditam que as vendas poderão avançar até 20% durante o período. Já 47,9% estimam aumento entre 5% e 20% no faturamento, resultado que reforça o potencial econômico do evento para o varejo estadual.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, a Copa costuma criar um ambiente favorável ao consumo ao estimular encontros entre amigos e familiares, confraternizações e compras temáticas. “A Copa do Mundo tem um forte apelo emocional para os brasileiros e isso se reflete diretamente na atividade econômica. O evento movimenta diversos segmentos, especialmente aqueles ligados à alimentação, bebidas, vestuário e eletroeletrônicos. Os empresários já perceberam esse potencial e estão se preparando para aproveitar o aumento da demanda”, afirma.
Para atrair consumidores, os comerciantes pretendem investir principalmente em divulgação, promoções e melhorias nas vitrines das lojas. As redes sociais também aparecem como ferramenta estratégica para ampliar o alcance das campanhas. Além disso, quase metade dos empresários classifica como médio o nível de investimento em estratégias digitais para o período da competição.
Entre os produtos com maior expectativa de vendas estão bebidas alcoólicas (19,1%), camisas e conjuntos da seleção brasileira para adultos (15,2%), carnes (12,7%) e bebidas não alcoólicas (8,1%). Nos supermercados, a aposta recai principalmente sobre bebidas e carnes. Já nas lojas de vestuário, o destaque fica para camisas da seleção, roupas, calçados e artigos temáticos relacionados ao torneio.
Outro indicador positivo é o valor esperado das compras. Para 58,8% das empresas, o ticket médio deve variar entre R$ 50 e R$ 200, enquanto a média geral projetada para o período alcança R$ 369. Gabriela Martins destaca que o planejamento será determinante para transformar o interesse do consumidor em resultados concretos. “As empresas que conseguirem alinhar estoque, ações promocionais e presença digital terão melhores condições de converter o entusiasmo gerado pela Copa em vendas efetivas. O evento representa uma oportunidade importante para fortalecer o faturamento em um período estratégico do calendário comercial”, conclui.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

