Créditos: Geraldo Magela/Agência Senado
30-04-2026 às 07h46
Carlos Mota Coelho*
… Se eu fosse Jorge Messias, eu teria saído ontem daquela ridícula sessão do Senado não só de cabeça erguida como saiu, mas também com o punho erguido e dando uma boa banana para o anão David e os seus Quarenta L… digo ou não digo!?!
De lá, eu passaria no Palácio do Planalto, ao lado do Senado, e agradeceria ao presidente Lula pela confiança em mim depositada, e pediria demissão não apenas do cargo comissionado de ministro, mas também do cargo efetivo de Procurador da Fazenda Nacional, por concurso público conquistado.
Ato contínuo, eu pegaria um Uber rumo ao Aeroporto JK, entraria num avião de carreira direto pra Nova Iorque, com a certeza de que um emprego cem vezes melhor do que o de ministro eu lá iria conseguir, possivelmente no dia seguinte, numa rápida passagem por Wall Street, pois sou especialista , via concurso público, em Banco Central do Brasil, em BNDES e em Procuradoria da Fazenda Nacional, em AGU, em chefias na Presidência da República, além de meus títulos de bacharelado, mestrado e doutorado.
Nossa! o que se viu ontem no senado (com n minúsculo) não foi uma sabatina, pois em sua origem latina, a palavra sabatina, originária de sabbatinus (relativo ao sábado), referia-se a uma arguição ou prova oral realizada aos sábados, onde estudantes revisavam as matérias estudadas ao longo da semana.
Vou ter que rir, como se ri hoje virtualmente: kkk, pois aqueles quarenta e um senadorezinhos sequer sabem o que é arguir, nem reúnem conhecimentos para arguir um aluno de segundo grau, muito menos arguir um gênio do porte Jorge Messias, cujo o currículo, se comparado aos diplomas de Mobral de muitos deles, garante a ele lugar certo em Harvard ou em quaisquer outras Universidades do mesmo nível.
Ora, como pode um arguidor com QI de ameba se meter a arguir um aluno top de dez, como Jorge Messias. Kkk novamente, pois isso seria mais do que suficiente para “melar” o que se deu no dia de ontem!?!
E o que se viu ontem, além de um massacre de quarenta burros velhos escoiceando um jovem inteligente, foi o triunfo da ignorância sobre o saber, e a desfaçatez de ladrões do orçamento secreto julgando um servidor público honesto, e por critérios da mais rasteira politicagem.
E Messias em Nova Iorque seria a oportunidade de o Brasil inteligente e honesto mostrar ao mundo que aqui não só tínhamos Eduardo Bolsonaro, e que lá anda nos matando de vergonha!
SALVE-NOS, JORGE, MESMO SENDO EVANGÉLICO, SEJA O NOSSO SANTO GUERREIRO ENFRENTANDO O DRAGÃO DA MALDADE BOLSONARISTA!
Mas não paro por aqui, pois o Brasil de não faz muito tempo atrás costumava ter um olhar bem mais positivo sobre os seus filhos que detinham ou pareciam deter um estoque de neurônios bem superior aos demais!
Era um tempo em que um dentista prático, mas voraz leitor e amante do conhecimento virou Protomártir, um baiano cabeçudo e falante era chamado de Águia de Haia e que um barão, título obviamente monárquico, não apenas não perdeu o seu título de Barão do Rio Branco, como continuou endeusado e venerado pelos republicanos, pois de fato foi um dos mais competentes SERVIDORES PÚBLICOS DA HISTÓRIA BRASILEIRA.
Machado de Assis, Lima Barreto e muitos outros não viviam de brisa, prosa e poesia, mas de seus contracheques de barnabés do serviço público, vale dizer, eram bancados pelos pagadores de impostos, mas não foram como funcionários públicos que entraram para a nossa História.
Mas tais vultos imortais, se fossem de fato imortais a ponto de chegarem aos dias de hoje, com duzentos anos de idade ou mais, eles seriam apedrejados, não só pelo etarismo de nosso tempo, mas pelo ódio que o Brasil dispensa aos inteligentes e capazes, e o fervor fanático com que conseguem transformar um bangalafumenga em mito!
Ontem, o Senado da República, eleito pelo povo e, vale dizer, um retrato sem retoques do que somos, pegou um servidor público de nome Jorge e o humilhou, não apenas por ser o queridinho do semianalfabeto Lula, MAS PORQUE É DONO DE UM CURRÍCULO, E DE UMA FOLHA DE SERVIÇOS PRESTADOS, que nem a soma dos currículos daqueles 81 senadores chega aos seus pés!
Mais uma vez: SALVE-NOS, JORGE!

