12-04-2026 às 10h48
Direto da Redação
Com o presente de centenário que a Marinha do Brasil (MB) acaba de receber da Eletrobras e de sua sucessora, Ápia Energia, um aeroporto em Capitólio, Sudoeste de Minas Gerais, região do Lago de Furnas e próximo à Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco, a impressão é de que o município vai explodir.
Calma! É só uma força de expressão. Capitólio vai explodir em progresso e desenvolvimento, porque o presente recebido pela MB é em caráter definitivo e será transformado em “aeroporto estratégico”, uma base aérea expedicionária ao suporte de exercícios militares ali realizados anualmente e que são, hoje, seguramente, os maiores realizados em território mineiro.
A cidade de Furnas é conhecida como “Mar de Minas”. Fica a cerca de 280 km de Belo Horizonte e possui atrações mil, naturais, como os seus cânions, cachoeiras e águas verde-esmeralda. É um lugar onde o turismo fala mais alto para cumprir com a sua vocação.
A Marinha do Brasil, já agora, ao celebrar o centenário de sua presença em Minas Gerais, desde o momento em que se estabeleceu em Belo Horizonte, colocou o olhar diferenciado sobre o potencial de Furnas, tendo ali estabelecido uma delegacia fluvial, na cidade de São João da Barra.
Essa visão prospectiva da MB, para um mar chamado “Mar de Minas”, que concentra um volume de água quatro vezes maior do que o da Baia da Guanabara, assinala o seu compromisso centenário para os interesses econômicos e estratégicos de Minas Gerais.
A presença da MB centenária no “Mar de Minas” e, particularmente, em Furnas atende ao universo de 34 municípios que circundam aquele Lago. Recebeu um verdadeiro presente pelo seu centenário, a cessão, em caráter definitivo, do aeroporto, cujo potencial econômico e comercial transcende e muito, ao estrito uso para fins militares. Tem até potencial para aeroporto comercial.

A MB, com sua visão estratégica e prospectiva estabeleceu, na solenidade que firmou a posse definitiva, numa bela solenidade na Fortaleza de São Jorge, no Rio de Janeiro (RJ) onde se situa o seu Comando, dos fu a presença da Associação dos Municípios do Lago de Furnas, representando os 34 municípios circundantes do lago, ficou claro o seu compromisso com a região. Isso foi também uma mostra, para além do adestramento dos exercícios militares anualmente ali realizados. Funciona como uma alavanca para o progresso, o desenvolvimento econômico, político, comercial e social daquela vasta região.
O “Mar de Minas”, que hoje recebe expressivo volume de turistas e de praticantes dos esportes náuticos, veleiros, jetski, lanchas, esqui aquático, enfim, todo esse complexo que envolve as atividades esportivas náuticas, contam também com a MB, não apenas para cuidar da segurança da navegação num ambiente que recebe, sobretudo nos períodos de feriados e fins de semanas prolongados, uma verdadeira população flutuante que acorre para ali a fim de praticar esses esportes náuticos.
Ali está também a MB para garantir a segurança da navegação, mas também ali está a MB para dar suporte aos projetos de desenvolvimento econômico, político e social para o que é chamado, apropriadamente, de “Mar de Minas”.
A MB por intermédio dos seus fuzileiros navais promove no “Mar de Minas” atividades de adestramento, treinamento, atividades cívicas militares reunindo, como no último exercício, oficiais militares representantes de 28 países amigos, que ali estiveram acompanhando os exercícios militares, mas também conhecendo uma vasta região rica, potencialmente, em Turismo. Portanto, ao estarem conhecendo tudo, certamente, estão levando para os seus familiares, parentes, amigos em seus respectivos países, o cenário paradisíaco desse “Mar de Minas” cercado por montanhas.
O Almirante Carlos Chagas, mineiro honorário da cidade de Oliveira, descendente e guardião da memória do cientista mineiro Carlos Chagas reafirmou, em seu pronunciamento, o compromisso de dar, através da presença da MB, todo apoio estratégico para que aquela região, a partir do aeroporto de Capitólio, hoje base aérea expedicionária, seja um ponto para alavancar a presença do desenvolvimento econômico, comercial e empresarial daquela região, cuja vocação turística é inegável e indiscutível.

