Pessoas à vontade em casa acolhedora de família acolhedora - créditos: divulgação
11-04-2026 às 13h24
Solange Mendes*
Hoje fui ao hospital visitar uma amiga. Quando ofereci para que ela viesse ficar na minha casa depois da cirurgia, ela com um sorriso largo, agradeceu o carinho e falou que não queria dar trabalho, pois minha casa estava sempre cheia…
Realmente, há muitos anos minha casa sempre estava acomodando alguém que veio para tratamento de doença, procurar trabalho, estudar, lugar para morar ou simplesmente conhecer BH.
Há uns tempos que as coisas melhoraram e dos poucos que aqui estavam e acolhiam os que de lá chegavam, viramos muitos. Hoje cada família de Itaobim ou tem alguém que mora aqui ou tem vários amigos que moram em BH.
Antigamente meia dúzia vinha aqui pra estudar, a maioria só vinha para trabalhar e em empregos simples. A maioria das mulheres ou eram domésticas ou vendedoras de lojas.
Cheguei aqui em 1979 e comecei a trabalhar em 1983. Antes disso, costurava umas roupas ripongas para vender, onde colocava toda minha criatividade para funcionar nos tecidos dos sacos de açúcar, que eu coloria e enfeitava com conchas e miçangas coloridas.
A minha casa não tinha norte e às vezes para ter uma discussão com meu marido só nos sobrava o banheiro, de tantos que tinham em nossa volta, na nossa vida. Dentro da simplicidade que vivíamos, já alimentamos muita gente, e eu, sem noção, quando ia contar do nosso passado sempre dizia dos nossos apertos. Só que hoje olhando pra traz tenho a certeza de que poderia ter tido uma vida mais fausta se não tivesse aquele tanto de gente que estava sempre por lá…
Vários cantadores, escritores, simpatizantes e sem o que fazer, por lá fizeram paradas, por um dia, uma semana, um mês ou iam sempre.
Mas voltando a mim, não fiz faculdade, na minha família de sete irmãos só uma irmã que depois de casada se formou em uma Universidade Federal e outra tem um curso de Técnica de Enfermagem. Eu sempre fui curiosa e compensei os anos que não frequentei a escola procurando conhecer o mundo e as pessoas, nos livros, nos filmes, nas histórias de vida das pessoas e nas músicas… .
Li de Cassandra Rios a Simone de Beauvoir; assisti de Dançando na Chuva a Central do Brasil; ouvi de Roberto Carlos a Frank Sinatra, e politicamente, desde que me entendo por gente, sei o que falta e o que pode ser feito para o mundo ser mais justo.
Procuro ser justa e saber que todos merecem e tem direito de comer do mesmo pão, todos nascemos iguais e morremos também, portanto eleição para mim é simplesmente pessoas que são escolhidas para funcionar e administrar o bem comum, para facilitar a vida de todos, nada além disso.
Fico feliz de saber que hoje a vida dos meus amigos está melhor, que a minha melhorou como a deles, que ao invés da minha e de poucas casas para ficar quando precisam vir a Belo Horizonte, eles têm várias, que nas casas de sete filhos como na minha, todos os sete podem cursar uma faculdade, e que viajar para BH já não é mais uma aventura de procurar por dias melhores.
Gosto de viajar e ver o aeroporto cheio de pessoas como eu, que trabalharam e agora podem ir passear em outros países no conforto do avião, que meus amigos podem ter certeza que lá onde os deles resolveram ficar não foi por falta de oportunidade e sim porque preferem as coisas calmas e no seu tempo.
Orgulha-me saber que as lavadeiras que quaravam no sol junto com as roupas que pagavam seus míseros sustentos, podem hoje viver de uma bolsa família. Tranqüiliza-me ver que uma mãe é respeitada na sua condição quando recebe uma ajuda de custo para seu filho estar na escola. Quanto a achar que o governo é paternalista e que está mantendo as pessoas a troco de bolsas e ajudas governamentais, só tenho a certeza de uma coisa, o governo esta devolvendo o que o povo tem direito.
Portanto, do alto da certeza que eu tenho do meu saber e do meu poder de decisão, sou feminina e feminista, nunca na historia desse Brasil uma mulher chegou tão longe e não vou ser eu com meu voto que vou fazer essa troca. Desde que o nosso país foi descoberto que os homens mandam e desmandam. A política corrupta que nós conhecemos foi criada e mantida por eles. Portanto meu voto e toda a minha dedicação é pra manter Dilma Roussef na Presidência e no comando deste País.
Votem em quem achar que merece seu voto e o mesmo farei, afinal confio na sabedoria de todos, de não ser Maria-vai-com-a-Globo, e de separar o joio do trigo.
Portanto, nesse meu espaço que tenho liberdade de postar e escrever o que eu quiser, quem não achar bom as minhas postagens a favor de Dilma Roussef, não compartilhe não curta e não faça nenhuma critica a minha escolha política, pois sou maior e vacinada, tenho poder de decisão e motivação!
Falei!
Escrevi esse texto na reeleição de Dilma Roussef, mas continuo pensando assim, votarei em Lula, que é o único que pensa no bem estar do povo brasileiro. Sei decidir em quem eu voto.
*Solange Mendes, dona de casa, funcionária pública aposentada, mãe, avó, bisavó, e cidadã de bem com a vida, colunista do Diário de Minas.

