Créditos: Divulgação
01-04-2026 às 12h29
Solange Mendes*
Finalizando esse mês das mulheres vou falar de uma grande mulher.
Quando virou primeira dama, Michele Obama levou para a Casa Branca hábitos que aprendera na adolescência e que em sua casa eram muito usados. Lá, onde também funciona a administração presidencial, os funcionários tinham o hábito de, por preguiça ou comodismo, pedirem fast food, poucos saiam pra comer algo saudável.
Ela comprou maçãs lavou e distribuiu por todos os escritórios. Ao lado de cada funcionário tinha sempre uma fruteira com as frutas limpas e à vontade, ao alcance das mãos.
Na primeira semana no novo endereço, ela que já passara em visita e visto um espaço e já solicitado o replantio e cuidado especial com a horta, passou a utilizar de folhagens e verduras frescas em todos os jantares não só da família como de todos os presidentes, autoridades e visitantes que por eles eram convidados.
Michele passou assim a mostrar a importância de alimentos mais saudáveis, não só com projetos educacionais nas escolas, como os fortalecia nas práticas pessoais e diárias.
A comodidade das deliverys já aumentara em vários quilos, e problemas de saúde, a muitos deles, mas as maçãs vermelhas e suculentas logo fizeram a diferença.
Poucos sabem, mas os negros americanos menos favorecidos têm vários problemas de saúde proveniente da má alimentação, as verduras e frutas não fazem parte da alimentação diária, pelo alto custo e por não serem acessíveis aos mais pobres. Por isso era importante para essa classe mais carente uma atenção especial, o plano de saúde copiado um pouco do SUS que bravamente foi implantado dando direito a todo cidadão de direito a saúde também.
O que mostro aqui claramente é a diferença que existe em pessoas que assumem coisas e transformam pra melhor a vida dos outros. Muitas coisas me fazem admirar Michelle Obama, mulher bonita por ela mesma em sua simpatia estilo e dedicação explícita ao seu papel e ao seu amor, aquele “negão de tirar o chapéu”, como dizemos aqui,
No último discurso, quando ela se dirigiu aos jovens dizendo que ela e o marido também vieram de uma vida simples mas que com. estudo e muito trabalho duro podia se chegar até à Presidência, chorei de emoção e gratidão por saber que todos sentiram ali uma tomada de consciência de que lá, e em qualquer lugar, se quiser pode se fazer muito e melhor e que não precisa roubar, tirar, proveito, passar a perna…
Saem fortalecidos como família, pessoas públicas e acima de tudo descansados pois não é nenhum sacrifício ser o que se é, e eles eram, amorosos, simples, bem humorados entre outras palavras leves…
Dançavam, faziam piadas se divertiam sem deixar de levar a serio o cuidado e o respeito às pessoas.
Eu li “A audácia da esperança”, um dos livros do Obama, quando ele ganhou a primeira eleição, ali tive a certeza do que era capaz e do que ela será, pois já que o marido não poderá mais se candidatar, torço para que Michele se torne a próxima mulher Presidente, e se depender de mim, vou pra lá e como não posso votar serei voluntária, sacudirei bandeiras e gritarei em alto e bom som :
Sim, Michele também poderá!
Ela não foi, e nunca será como outras Micheles que existem por aí.
*Solange Mendes, dona de casa, funcionária pública aposentada, mãe, avó, bisavó, e cidadã de bem com a vida, colunista do Diário de Minas..

