Créditos: Divulgação
31-03-2026 às 08h00
Alberto Sena*
O viver, individualmente, deve ser de dentro para fora. Mas no caso de viver a Montes Claros nova, no Norte de Minas, muitas das vezes quem está, como se diz, socado dentro dos limites imaginários da cidade, talvez não consiga enxergar o que enxerga quem vem de fora, principalmente quem, como eu, que nasei nesse Sertão glorioso e a Montes Claros volto de vez em quando ou seria de quando em vez?
Os montes-clarinos precisam sair para conhecer as avenidas novas que estão puxando o crescimento e o desenvolvimento da cidade por todos os lados.
A partir da chegada a Montes Claros, quem vem de Belo Horizonte, de carro, tem a impressão melhor possível sob todos os aspectos e principalmente pela qualidade do asfalto da BR 135, que faz os carros deslizarem tamanha a lisura.
Como montes-clarino desde a nascença me sinto orgulhoso de reencontrar a cidade da melhor maneira possível, com um movimento que revela a presença de gente de todos os quadrantes do globo com línguas diversas e intenções várias porque a impressão é a de que Montes Claros possui de tudo e, portanto, alcançou a autossuficiência.
Posso estar enganado, e se estiver, que me corrijam, o fato de não ter encontrado nenhum ser humano na sarjeta, no Centro da cidade, já foi um ganho enorme, porque nos novos tempos de mim vividos na cidade havia tantos pedintes e muitos deles se tornaram famosos, como João Doido, Tuia, Requeijão, dentre outros.
Por ser cidade polo, Montes Claros sempre recebeu gente que vem do Nordeste e do Norte do País, que por lá passam indo para São Paulo. Agora, a situação continua a mesma e mais acentuada, porque o Município abriga um Distrito Industrial e é conhecido hoje como polo farmacêutico.
Por tudo isto, e muito mais que ainda está por vir, vai fazer de Montes Claros uma das cidades mais importantes do Estado de Minas Gerais, só ficando atrás da capital Belo Horizonte. Quem viver, verá.
*Jornalista e escritor

