Capital mineira, Belo Horizonte - créditos: divulgação
24-03-2026 às 08h00
Carlos Mota*
Em Belo Horizonte, “lagoinha” é obviamente palavra que significa uma porção ou pocinho de água, cercada por terra ou barrancos, um pouco maior – digo eu – do que uma poça d’água numa rua descuidada pelo prefeito, mas menor do que a Lagoa da Pampulha, que lamentavelmente, e por culpa do mesmo prefeito, não tardará em ser chamada de Lagoinha da Pampulha, hoje um mangue fedorento, embora tombado pela UNESCO como Patrimônio Arquitetônico da Humanidade. (Afinal, nós mineiros, uai, somos cagados de sorte com borra, inté mermo em nossas cagadas!?!)
Mas Lagoinha em Beagá é sobretudo um bairro garradin ao Centro da Cidade, hoje um trem danado de feio e quase uma ruína do esplendor, da chiqueza e da elegância de quando Beagá foi construída e os minerin amarravam cachorro com linguiça.
E, por conta dessa mesma disgrama de nome “prefeito” ou “malfeito”, e que permitiu que tal bairro chegasse àquele triste fim, Lagoinha é também em Beagá sinônimo de Zé dendagua, trem fei ou coisa que não presta.
Em terceiro lugar, “Lagoinha” é apelido de um copo usado dimais da conta em botecos e casas para se tomar água (da Copasa e nem sempre boa), além de cachaça, caipirinha, cerveja, refri, guarapan, mate-couro, café, leite, coalhada, caldo de mocotó, caldo de cana e, de menos da conta, vinhos finos, uísques e outros aperitivos bão pra daná!
Linhás, um copo que serve pra tudo, inté pra veneno a gente tomar, sobretudo ao ver pasmado o desmantelo a que se chegou o meu querido estado ou Estrago de Minas!
E este mesmo copo, que em Belo Horizonte leva o nome de um trapaiado bairro, é no Brasil chamado pelo nome top e rico de “americano”, mas que de norte-americano não tem nada, visto que fabricado em São Paulo pela empresa Nadir Figueiredo e que até prêmio internacional de desenho industrial já ganhou! Nuhhhh, quanta contradição, minhas pova e meus povo!?!
E, por fim, Lagoinha é o nome que começou como uma humilde e mal-acabada igreja evangélica no tal desmilinguido Bairro da Lagoinha, mas que se alastrou feito erva daninha pela cidade e foi parar até no Belvedere, um bairro dos podres de rico da capital mineira.
E ao contrário do que o termo “Lagoinha” representa para nós, mineiros, Lagoinha (a igreja ou seita) virou lagoa, lago, mar e depois oceano, posto que a Igreja Batista da Lagoinha, originária de Belo Horizonte (MG), expandiu-se significativamente e hoje é uma organização global (Lagoinha Global) presente em todos os continentes, totalizando mais de 500 igrejas plantadas em cerca de 60 a 70 nações, conforme a IA acaba de me informar.
Igreja ou organização criminosa?
Mas nuhhh, tô abismado, pois nun é minino que Minas Gerais que nos deu grandes bancos, deu de nos dar uma disgreta de banco, um tar de Master, que de master não tem nada, e, pra cumpletá, deu a gente um cabuquin (cara ou caro) de nome Vorcaro, (agora mais pra pobre do que pra caro), e esse fédazunha garrou com um tal de Valadão e com a pastoraiada da Igreja da Lagoinha e deu um cano danado em milhões de correntistas, amoitou dinheiro e os trens tudo no estrangeiro, tapiou a Justiça, mas agora tá preso!
E de um governador de nome Valadares, agora Minas tem, como o seu personagem mor, um Valadão ou Valadrão e safado!
Nu, sô, eita ferro, pois o papudo do Vorcaro agora tá trancadin na Papuda.
Mas nun cabei não, sô… Senta num banco ou tamborete que vem mais doidêra, pois onde já se viu o que hoje aqui em Brasília eu vi: vi o vil Viana, (Carlos Viana), senador por Minas Gerais, nomeado para presidir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o Escândalo do INSS, ser pego com a boca na botija, pois pegou dinheiro carimbado como destinado a uma creche pelo Tesouro Nacional e o desviou para os cofres do Banco Master.
Caraca, véi, pois acho até que não direi mais a interjeição de que tanto gosto: “uai, sô”, preferindo a interjeição candanga “caraca, véi”.
Digo isso porque estou morrendo de vergonha de ser mineiro, como também me chamar Carlos, feito o picareta e descarado senador mineiro.
Caraca, véi, pois falei mal do atual prefeito de Beagá, um reles ispique da rádia Tatiaia, e só agora me dou conta de que Carlos Vil o que Anas Tasia não quis ver, também saltou de locutô pra senadô, não por uma currutela qualquer, mas pelo antes Glorioso Estado de Minas Gerais, ocupando a mesma cadeira que foi de Afonso Arinos, Tancredo Neves e Itamar Franco!?!
E a culpa é de quem, senão dos boçais zedendagua, eleitores de Minas Gerais!
Tamus mesmo, como mineiros, num mato sem cachorro, mas repleto de gatunos!

