Créditos: Reprodução
24-03-2026 às 08h26
Alberto Sena*
Em maio do ano passado nós estivemos em Montes Claros, no Norte de Minas, e nos hospedamos no “North Hotel”, no início da Avenida Francisco Sá. Ficamos em apartamento do 8° andas com janela voltada para a Catedral de Nossa Senhora Aparecida, de onde tínhamos uma boa vista da cidade e se podia avaliar o quanto crescera, desde 1972, quando deixei Montes Claros.
A Praça da Catedral, no ano passado, estava sendo remexida, em obras, e não tínhamos a menor informação do que seria feito ali. Dez meses depois estávamos de volta e nos hospedamos no mesmo hotel e tivemos a surpresa da beleza da praça.
Os desenhos dos jardins, os bancos, as pedras do calçamento, tudo nos encheu de surpresa boa. Foi uma transformação da água para o vinho, digna da beleza da Catedral, que me parece ter mais de 100 anos.
Logo na primeira manhã no hotel, da janela pude perceber, no primeiro momento, que podia ser um boneco pintado de branco sentado em um banco da praça. Mas observei bem e verifiquei, não se tratava de um boneco, mas de uma pessoa toda vestida de branco, e porque tinha um guarda-chuva entre as pernas, posso afirmar ser um homem.
Certamente, a pessoa ali estava a aguardar o horário de iniciar o dia de trabalho em algum hospital ou laboratório. O interessante é que ele se compôs bem com a beleza da praça, em composição com as cores das pedras e dos formatos dos jardins de grama verdinha, bem regada pelas águas de marco encerrando hoje o verão. Veremos.
Tanto aqui, em Belo Horizonte, como lá, em Montes Claros, as chuvas têm caído com a mesma intensidade. Se aqui a gente observa pessoas combinando sair antes ou depois da chuva, lá em Montes Claros era mesma coisa.
O importante é já ter chovido bem e não se deve reclamar das chuvas porque, pior mesmo. é a seca, tanto na capital como no Norte de Minas, de Cerrado denso, sedento.
*Jornalista e escritor.

