Créditos: Divulgação
31-08-2026 às 10h11
Carlos Domingos Mota Coelho*
Ontem vi a Rede Globo, não com olhos de telespectador que pouco sou, pois vi essa que é uma das maiores redes mundiais de mídias, e até de muitos conteúdos sérios e interessantes, porém jamais vistos com estes meus olhos que na escuridão da ditadura não se desgrudavam de livros, de periódicos, de jornais, feito “O Pasquim”, e de outros proibidos por ela, e sobretudo atentos aos quadros negros, e meus ouvidos às falas de meus professores (um de Minas Novas, e por ela assassinado no Rio de Janeiro), assim como às lições dos professores do Colégio Diamantinense e das faculdades de Direito e Filosofia, ambas da UFMG, a primeira em que me formei, e a outra que não concluí!
Mas, ontem, também não teve jeito de eu não ver a Globo com os meus pobres olhos de menino do Vale do Jequitinhonha, mas que se tornaram menos pobres economicamente quando me tornei servidor público e até mesmo deputado federal, mesmo eu não tendo juntado quase nada de dinheiro ou bens materiais.
E igualmente não teve jeito de o meu olhar de ontem não se enveredar pelos tortuosos e precários caminhos da Literatura em que me desembestei nas últimas décadas.
“Meninos, eu vi!”, mas não vi a Globo como Gonçalves Dias viu um grande guerreiro em I-Juca-Pirama, ou como Chico Buarque e Tom Jobim viram e compuseram a canção “Meninos, eu vi” e que num trechinho diz “ “Juro que um dia eu vi o homem ser feliz”!
E, como Chico e Tom Jobim conseguiram ver um Rio de Janeiro tão maravilhoso e em plena ditadura, confesso que hoje acordo em plena madrugada, como há anos faço, MAS MAIS FELIZ DO QUE NUNCA!
E como portador de rudimentos do Direito, vi a Rede Globo, como o seu nome enseja ver, como uma espécie de Super Tribunal Global, ao qual o amedrontado judiciário brasileiro deve se curvar e ainda hoje mandar a sua Polícia trancafiar na Papuda Flávio Bolsonaro e os seus bandidos!

