Senador Cleitinho - créditos: Republicanos
06-07-2026 às 12h20
Samuel Arruda*
A indefinição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre sua candidatura ao Governo de Minas Gerais em 2026 entrou em uma fase decisiva. A direção nacional do Republicanos deu um ultimato ao parlamentar e estabeleceu o dia 19 de julho como prazo para que ele confirme se disputará o Palácio Tiradentes.
O presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, afirmou que o partido não pode mais adiar o planejamento eleitoral e precisa definir quem será seu candidato ao governo mineiro. A expectativa da sigla continua sendo a de que Cleitinho aceite entrar na disputa, mas, caso ele recuse, o Republicanos colocará em prática um plano alternativo.
A pressão interna ocorre porque Cleitinho segue liderando levantamentos de intenção de voto e é considerado um dos principais nomes da direita para suceder o governador Romeu Zema. Apesar do favoritismo nas pesquisas, o senador tem evitado confirmar sua candidatura e afirma que a decisão será tomada apenas após um período de reflexão e consultas políticas.
Nos bastidores, dirigentes do Republicanos avaliam que a demora prejudica as negociações para formação de alianças e a montagem das chapas proporcionais. O partido também busca definir sua estratégia diante das conversas com outras legendas do campo conservador, especialmente o PL, que acompanha atentamente a decisão do senador.
Caso Cleitinho decida permanecer no Senado, o Republicanos deverá lançar outro nome ao governo. O mais cotado é o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, que recentemente se filiou ao partido e passou a integrar as articulações para a sucessão estadual.
Além da pressão partidária, o cenário político mineiro permanece indefinido. Especialistas avaliam que a falta de definição dos principais pré-candidatos contribui para o elevado índice de eleitores indecisos, tornando a disputa pelo Governo de Minas uma das mais abertas do país.
A expectativa é de que a manifestação de Cleitinho até 19 de julho reorganize o tabuleiro político em Minas Gerais e influencie diretamente as negociações entre partidos da direita e do centro para as eleições de outubro de 2026. Até lá, o senador mantém silêncio sobre sua decisão definitiva.
*Samuel Arruda é jornalista e editor de política

