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14-03-2026 às 14h05
Carolina Lara*
O crescimento do comércio eletrônico no Brasil já não é tendência, é realidade consolidada. Após registrar faturamento recorde nos últimos dois anos, o setor entrou em 2026 com uma mudança mais profunda do que a simples migração do físico para o digital. O que está em curso é uma reorganização dos pequenos empreendedores, que passam a ter os canais online como principal fonte de receita.
Para a educadora e empreendedora Sabrina Nunes, fundadora da marca de acessórios Francisca Joias, o movimento não se resume à abertura de lojas virtuais. “O pequeno empresário percebeu que vender pela internet não é alternativa, é estratégia. Em 2026, quem encara o digital como base do negócio consegue previsibilidade e escala”, afirma.
A ampliação do acesso à internet ajuda a explicar essa virada. A pesquisa TIC Domicílios, do Cetic.br, mostra que a maior parte da população brasileira já está conectada, o que amplia o mercado potencial para quem atua online. Redes sociais, aplicativos de mensagem e marketplaces passaram a funcionar como canais de relacionamento e conversão, aproximando microempreendedores de públicos antes inacessíveis. Dessa forma, ferramentas de Inteligência Artificial e o Social Commerce (vendas diretas em redes sociais) passaram a impulsionar o crescimento de pequenos negócios.
Mais do que alcance, há uma mudança na lógica de consumo. O cliente pesquisa, compara e decide dentro do ambiente digital. A jornada começa no conteúdo e termina na finalização da compra. “A venda deixou de ser apenas transacional. Ela é construída por meio de autoridade e relacionamento. Quem entende isso cria comunidade e não depende só de anúncios pagos”, avalia a especialista.
Na avaliação de Sabrina, 2026 marca uma etapa mais exigente para os pequenos negócios. O improviso tende a perder espaço para planejamento. “O empreendedor que define metas, acompanha indicadores e estrutura funil de vendas consegue transformar audiência em receita recorrente. Quem atua apenas por impulso enfrenta instabilidade”, diz.
A importância de estruturar essa presença digital ganha ainda mais relevância em março, mês que tradicionalmente amplia o debate sobre o protagonismo feminino nos negócios. De acordo com o Monitor Global de Empreendedorismo, as mulheres já representam quase metade dos novos empreendimentos no Brasil, e encontram no ambiente digital uma das principais portas de entrada para empreender. Para Sabrina, o período também funciona como momento estratégico de revisão e planejamento. “O primeiro trimestre é decisivo para organizar metas e estruturar a operação. Quem começa o ano com método ganha vantagem competitiva”, afirma.
A tendência, segundo a CEO, é que os pequenos negócios digitais avancem não apenas em volume, mas em maturidade. Diversificação de canais, fortalecimento da marca própria e uso estratégico de dados aparecem como pilares para os próximos anos. “Não se trata de estar em todas as plataformas, mas de construir um sistema que funcione de forma integrada”, afirma.
A consolidação desse movimento indica que o digital deixou de ser território experimental para microempreendedores. Em 2026, ele passa a ser campo estruturado de crescimento, com regras mais claras e competição mais qualificada. Para quem se antecipa, e utiliza o encerramento do primeiro trimestre para recalcular rotas, o ambiente oferece espaço real de expansão.
Sobre Sabrina Nunes
Sabrina Nunes é CEO e fundadora da Francisca Jóias, considerada a maior loja online de semijoias do Brasil. Atua no mercado digital desde 2011 e acumula 14 anos de experiência em grandes operações de vendas, especialmente no período de Black Friday. Desenvolveu estratégias práticas e validadas para aumentar o faturamento no varejo online, formando e mentorando mais de 36 mil mulheres que hoje empreendem com produtos físicos na internet. Hoje, dedica-se a ensinar empreendedoras a venderem de forma estruturada, acessível e orientada a resultados. Para mais informações, acesse @sabrinanunesfj ou pelo portal https://sabrinanunes.com.br/

