Festa do Rosário de Minas Novas - créditos: IA
0107-2026 às 08h28
Por “Carlo$ Nota”*
Como posso criticar essas felizardas pessoas que, no Face ou Instra, são ricas e bonitas, mas que, de cara limpa e bolso furado, não são nada disso?
A começar, porque euzin aqui sou cagado e cuspido uma delas, visto eu ser que meio assim, porque nascido numa uma cidade de IDH 999, mas em que todos os RICOS SÃO POBRES, PORÉM POBRES PODRES DE RICO!
Reparem o luxo desta foto aqui postada, tirada num cortejo da última Festa do Rosário de Minas Novas, e me digam se estou chorando de barriga vazia?
Veja nela que a capela do Rosário, ao fundo, ganha de lavada da própria Notre Dame de Paris, mesmo reformada ao peso de bilhões de euros, após sofrer pavoroso incêndio poucos anos atrás!?!
Com efeito, notem a nobreza que reina em Minas Novas, num requinte que nem alcançou o Luiz Capeto e a sua capetissima consorte, a decapitada Maria Antonieta!
Segundamente, como dizia Odorico Paraguaçu, cada qual tem o seu direito liquido, molhado e certo de viver o seu cadaqualmente e do jeito que quiser.
Terceiramente, porque isso não arranca pedaço de ninguém e, maiormente, porque é melhor um pobre fingindo de rico, do que um rico fingindo de pobre, pois isso só ocorre com os políticos em época de campanhas eleitorais (depois, não), com os requerentes de benefícios, sociais, com os que estão sendo assaltados ou tendo impostos cobrados (o que dá no mesmo) ou por pais contando fake-misérias de suas infâncias pra filhos e netos.
Mas há uma quarta categoria de fakes-pobres, e que muito rio dela, feito a minha tia Menininha de Tio Zé Pequeno, rica não apenas no quesito número de filhos (doze ao todo), mas que vivia e se vestia como uma espartana (vestido limpo, mas muito simples, chinelos e trunfo de pano na cabeça).
Ela, não raro, era vista como sendo outra pessoa, pois certa feita, estando cuidando das flores em frente à sua casa, uma senhorinha chegou e com ela bradou:
⁃ Oi coisinha, chama a sua patroa pra mim?
⁃ Chamo não, coisona, pois ela não está em casa!
Mas a mulher à porta da casa de minha tia é que era a mendiga!
Voltando, porém, à vaca fria deste texto, digo que Deus não dá asas a cobra, assim como pobre não vota em pobre, pois se eu fosse Presidente da Republica, não o rico e amigo meu Luiz Inácio, por decreto eu elevaria a 100% o IDH brasileiro, pois afinal a caneta seria minha ou não seria?
*”Carlo$ Mota” é procurador federal aposentado, ex-deputado federal, escritor e membro d ALVA – Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha

