Créditos: Divulgação
14-09-2026 às 14h43
Wagner Fernando*
O setor de serviços de Minas Gerais começou a mostrar sinais mais consistentes de recuperação. Em julho, o volume de serviços avançou 1,0% no Estado em relação a junho, enquanto o resultado nacional ficou estável. Na comparação com julho de 2025, a alta mineira foi de 1,3%, também acima dos 0,9% registrados pelo Brasil. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, analisados pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG.
O resultado de julho reforça uma mudança de direção para os serviços mineiros depois das oscilações observadas nos meses anteriores. O avanço mensal, superior ao desempenho nacional, indica uma melhora conjuntural, embora ainda não seja suficiente para caracterizar uma recuperação disseminada. Para a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o dado mostra que “Minas começa a recuperar parte do ritmo perdido, mas o resultado ainda precisa ser observado com cautela, porque o desempenho acumulado continua refletindo as dificuldades enfrentadas por segmentos importantes da economia”.
Na comparação anual, o destaque entre as atividades mineiras foi o segmento de Informação e Comunicação, que cresceu 6,2%. Também apresentaram avanço os Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares, com alta de 2,3%, e os Serviços Prestados às Famílias, com 1,7%. Na outra ponta, Transportes, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correio recuaram 1,7%, enquanto Outros Serviços tiveram queda de 2,6%. “Informação e Comunicação tem um papel cada vez mais relevante na composição dos serviços e vem funcionando como um importante vetor de sustentação da atividade em Minas. Ao mesmo tempo, a retração dos transportes mostra que a recuperação ainda não alcança de forma homogênea os diferentes segmentos”, analisa Fernanda.
O contraste aparece quando se amplia o horizonte de análise. De janeiro a julho, o volume de serviços em Minas Gerais acumulou queda de 0,5%, enquanto o Brasil registrou crescimento de 1,9%. Nos 12 meses encerrados em julho, o Estado apresentou variação de -0,3%, ante alta de 2,4% no país. Segundo a análise da Fecomércio MG, as perdas acumuladas estão relacionadas principalmente ao desempenho de Transportes e de Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares. Para Fernanda Gonçalves, os números revelam “uma economia de serviços que já apresenta sinais de retomada, mas ainda precisa de uma melhora mais ampla para transformar o avanço recente em crescimento sustentado”. A estrutura do setor em Minas, mais dependente de logística, transporte de cargas e serviços empresariais, ajuda a explicar a distância em relação ao ritmo nacional. Ao mesmo tempo, o avanço de atividades de maior intensidade tecnológica, como Informação e Comunicação, contribui para reduzir essa diferença.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

