Créditos: Agência Senado
09-07-2026 às 10h32
Samuel Arruda*
A participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma audiência pública do governo dos Estados Unidos para discutir a proposta de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros foi recebida com pouca expectativa por representantes do mercado financeiro e do setor privado.
Segundo empresários e analistas, havia a expectativa de que o parlamentar apresentasse argumentos técnicos e econômicos para contestar a medida. No entanto, o discurso foi considerado excessivamente político, abordando temas como corrupção, eleições presidenciais e o sistema de pagamentos Pix, deixando em segundo plano a discussão sobre as tarifas.
Especialistas consultados avaliam que a influência da manifestação sobre a decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) tende a ser reduzida, já que o órgão adota critérios técnicos na análise da política comercial.
Economistas também apontam que a pressão exercida por empresas e entidades diretamente afetadas pela possível taxação deve ter maior peso nas negociações do que a participação de agentes políticos. Além disso, analistas avaliam que o episódio pode gerar repercussões no cenário eleitoral brasileiro, dependendo dos desdobramentos da medida norte-americana.

