Palácio das Artes apresenta: Afrobrasilidades - créditos: Paulo Lacerda
04-04-2026 às 13h18
Sérgio Moreira*
Depois do sucesso do concerto em novembro do ano passado, volta ao maior palco do Palácio das Artes o espetáculo que celebra as afrobrasilidades em um mergulho nas raízes que formam a identidade musical nacional. No dia 8 de abril, às 20h, todos os coletivos da Escola de Música do CEFART (Centro de Formação Artística e Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado) – Orquestra de Cordas, Banda Sinfônica, Big Band, Coral Infantojuvenil do Palácio das Artes, Coro Sinfônico, Camerata de Violões e Grupo de Percussão – sobem ao palco do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes com o concerto “Afrobrasilidades”.
Com direção-geral de Camilo Christófaro, que também assina a direção musical ao lado de Bruno Thadeu, Diego D’Almeida, Liz Xavier e Gilson Silva, o espetáculo ilustra a riqueza da música brasileira, evidenciando sua conexão direta com o continente africano. O repertório inclui obras de Chico César, Milton Nascimento e Jorge Ben Jor. Com arranjos de Gilson Silva e Cláudio Lage, o concerto conta com mais de 200 alunos de canto e instrumentos.

Do erudito ao popular, a apresentação explora a diversidade de um repertório que representa as misturas culturais que definem a identidade brasileira, e reforça a importância da ancestralidade. A entrada é gratuita, com 70% dos ingressos retirados na plataforma do Sympla e o restante na bilheteria do Palácio das Artes, a partir de 6 de abril, às 16h.
O concerto “Afrobrasilidades” é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto Anglogold, Patrocínio Plus da Vivo, Patrocínio da ArcelorMittal e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
Retorno ao palco — O programa reúne uma variedade de produções compostas ou performadas por artistas negros. A proposta percorre diversos gêneros, desde o samba de Cartola e Clara Nunes e a Música Popular Brasileira de Milton Nascimento e Jorge Ben Jor até a música clássica de Carlos Alberto Pinto Fonseca. Outro destaque é o popular e contagiante “Mama África”, de Chico César, lançado em 1995. Para o Coordenador da Escola de Música do CEFART e diretor musical do concerto, Camilo Christófaro, retornar com o espetáculo ao Grande Teatro é motivo de grande felicidade. “A sensação de retornar é de alegria, depois do lindo concerto do ano passado, um processo criativo envolvendo toda a escola. Portanto, o sentimento é de um trabalho que foi bem feito e bem recebido, com uma entrega muito grande dos alunos. Além disso, é muito importante para a escola poder iniciar o ano com um grande espetáculo, tanto para os alunos, quanto para o corpo docente. Nós fizemos um belo espetáculo no Grande Teatro, que é a maior sala de aula que a gente tem da Escola de Música do CEFART. E temos, agora, uma expectativa tão grande quanto no dia da estreia”, afirma Camilo.
Para o cantor e aluno da escola, Daniel Martins da Silva, o repertório foi uma oportunidade de conhecer obras até então desconhecidas e de extrema relevância para que discussões raciais fossem reverberadas em nossa sociedade. “Tem sido interessante, porque a maior parte das músicas eu não conhecia, e foi muito bom tomar conhecimento dessas belíssimas obras. Penso que, em uma época em que muitas pessoas não tinham voz, esses compositores utilizaram o canto como um megafone para impedir a indiferença de quem precisava ouvir”, sustenta Daniel.
REPERTÓRIO : Mama África (Chico Cézar),Jubiabá (Carlos Alberto Pinto Fonseca) ,
Estrela é Lua Nova Nova (Heitor Villa Lobos),Raça (Milton Nascimento/Fernando Brant),Casa Aberta (Flávio Henrique/Chico Amaral),Mas, que nada (Jorge Ben Jor),
As Rosas não Falam (Cartola) ,Estrela (Vander Lee),Zumbi (Jorge Ben Jor),Olhos Coloridos (Macau),Não Deixe o Samba Morrer (Edson Conceição/Aloísio Silva), O Canto das Três Raças (Paulo César Pinheiro/Mauro Duarte) Datas: 8 de abril (quarta-feira) Horário: 20h
Grande Teatro Cemig Palácio das Artes – (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte) Classificação indicativa: Livre – Entrada gratuita, com 70% dos ingressos retirados na plataforma Sympla e o restante na bilheteria do Palácio das Artes, a partir de 6 de abril, às 16h -Informações para o público: https://fcs.mg.gov.br
O Centro de Formação Artística e Tecnológica (CEFART), da Fundação Clóvis Salgado, é responsável por promover a formação em diversas linguagens no campo das artes e em tecnologias do espetáculo. Referência em formação artística, o CEFART possui amplo e inovador Programa Pedagógico para profissionalizar e inserir jovens talentos no mercado de trabalho da cultura e das artes. Diversas gerações de artistas e técnicos foram formadas ao longo dos quase 40 anos de atividades, com forte impacto no fazer artístico de Minas Gerais. São oferecidas, gratuitamente, oportunidades democráticas de acesso à formação cultural diversa, por meio de Cursos Técnicos, Básicos, de Extensão e Complementares, com grande repercussão social.
Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural.
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Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira informações para sergio51moreira@bol.com.br

