O clima chuvoso deste anos pode prejudicar a colheita de soja no Brasil - créditos: Aprosoja Brasil
21-03-2026 às 16h40
Laíse Caetano*
O fenômeno El Niño voltou ao radar e já acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, ele altera padrões climáticos e pode provocar chuvas excessivas em algumas regiões e estiagens em outras. Esse cenário aumenta o risco climático no campo, especialmente em culturas estratégicas como soja e milho, que dependem de condições climáticas estáveis para garantir produtividade e qualidade.
No curto prazo, o campo ainda deve refletir os efeitos remanescentes da La Niña. Historicamente, essa fase final costuma manter maior irregularidade nas chuvas no Sul do país, enquanto regiões do Norte e do Nordeste continuam registrando precipitações mais frequentes, essa irregularidade climática exige atenção redobrada dos produtores, que precisam adaptar estratégias para mitigar perdas.
Além dos impactos diretos na produção, o El Niño também pode influenciar os preços das commodities agrícolas, tanto no mercado interno quanto no externo. Oscilações na oferta de soja e milho tendem a afetar a dinâmica de exportações e o custo de insumos, ampliando a volatilidade e exigindo planejamento financeiro mais robustos por parte dos produtores e investidores do setor.
Para comentar sobre os efeitos do El Ninõ no agronegócio e seus desdobramentos para as safras de soja e milho e as estratégias para enfrentar esse cenário de risco climático, indicamos como fonte Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.
Caso tenha interesse em entrevistá-lo e obter uma análise mais aprofundada, entre em contato respondendo a este e-mail ou pelo WhatsApp: https://api.whatsapp.com/send?phone=5511974037335
*Laíse Caetano é da Agência Contatto

