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01-08-2026 às 12h48
Carlos Mota Coelho*
Não que todos os argentinos sejam farinha do mesmo saco, mas, como candidato que fui algumas vezes, eu jamais chamaria um argentino para subir em meu palanque, e se algum aparecesse em meio à plateia, eu não o citaria e o ignoraria solenemente.
Mas se ele insistisse em ficar e querer saber a razão de eu não querer a presença dele, eu diria que existiram argentinos de minha admiração, como Jorge Luís Borges, Mercedes Sosa e meu amigo e grande jurista, Luís Warat, sendo que este não suportou o seu país e se naturalizou brasileiro, mesmo a França lhe oferecendo cidadania, ele que lá foi destacado e admirado mestre.
Mas depois eu despejaria na cara de pau do abusado um rosário de razões:
Primeiro, que o único assalto que sofri em minha vida foi praticado por um argentino de Rosário, na rampa de acesso ao Aeroporto de Brasília, e eu o denunciei à Polícia Federal e ele foi preso!
Depois, que sou brasileiro, amo o meu país e também fui roubado pela Argentina em duas Copas do Mundo.
Também que, correndo em minhas veias sangue indígena e africano, me sinto vítima de seus preconceitos e genocídios.
Quase que por último, eu diria do meu nojo ao comportamento mal educado e violento da maioria do povo argentino, que o mundo, na passagem da última Copa do mundo, assistiu e está condenando em peso.
E, por fim, embora sem esgotar o meu estoque de razões, vem ao Brasil ninguém menos que o presidente da Argentina, o ridículo Milei, que a convite do candidato Flavio Bolsonaro, estarrece o mundo civilizado ao atacar o Presidente do Brasil e um Ministro de nossa mais Alta Corte.
Somos civilizados, e não demos nele a sova que ele fez por merecer, mas se fosse Lula que chegasse aos Fétidos Aires portenhos, e lá dissesse metade do que Milei falou nos também maus ares de São Paulo, ele sairia de lá morto, descadeirado e todo machucado!

