04-11-2026 às 09h28
Samuel Arruda*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou a São Paulo nesta terça-feira (3) para realizar uma bateria de exames médicos de rotina no Hospital Sírio-Libanês. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os procedimentos já estavam programados para depois das eleições e são acompanhados pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.
A previsão é que Lula retorne a Brasília na manhã desta quarta-feira (4), retomando normalmente suas atividades presidenciais.
Além dos exames, a saúde do presidente voltou a despertar atenção após uma semana de rouquidão e dificuldades para falar, consequência atribuída ao intenso ritmo de discursos e compromissos durante a campanha eleitoral. No último domingo, Lula afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que estava se recuperando e que sua voz havia melhorado.
Histórico médico
A avaliação também ocorre em meio a um histórico recente de procedimentos médicos. Em abril deste ano, Lula passou por uma cirurgia para retirada de uma lesão no couro cabeludo, diagnosticada como carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele. Posteriormente, realizou sessões de radioterapia preventiva.
O presidente também enfrentou um câncer de laringe em 2011, tratado com quimioterapia e radioterapia, com remissão completa confirmada no ano seguinte. Em 2024, passou por um procedimento para drenagem de um hematoma craniano após uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada.
Até o momento, o Planalto não informou qualquer intercorrência que indique a existência de um novo problema de saúde. A realização dos exames foi apresentada oficialmente como parte de uma avaliação médica previamente agendada.
A atenção sobre a condição física do presidente ganha relevância diante dos desafios de seu quarto mandato e de uma agenda internacional prevista para novembro, com compromissos na Turquia e nas Filipinas.
Informação importante para a atualização da matéria: até o momento das notícias divulgadas nesta terça-feira, não havia resultado oficial dos exames. Portanto, não é possível afirmar que todos os indicadores de saúde estejam normais.
*Samuel Arruda é jornalista e editor de política

