Lula em Fortaleza reclama da decisão do TSE - créditos: divulgação
12-10-2026 às 12h00
Samuel Arruda*
Brasília, 12 de outubro de 2026 — A disputa presidencial ganhou novo capítulo nesta segunda-feira após decisões divergentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones, da Rede-MG, para divulgar conteúdos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No domingo (11), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal após solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro, do PL. Pouco depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida e autorizou o restabelecimento do canal até que o plenário da Corte examine o caso.
Nesta segunda-feira, Lula reagiu à decisão inicial e defendeu que a Justiça Eleitoral apresente fundamentos para eventuais restrições. Segundo declaração reproduzida pela Folha de S.Paulo, o presidente afirmou que o comando do tribunal não deve favorecer nenhum dos lados da disputa.
O episódio evidencia o papel crescente da Justiça Eleitoral na fiscalização das estratégias digitais utilizadas pelas campanhas. Com a aproximação do segundo turno, conteúdos divulgados por aplicativos de mensagens e redes sociais se tornam parte central do debate sobre propaganda política e possíveis irregularidades eleitorais.
A controvérsia ainda depende de avaliação do plenário do TSE. Até que haja uma decisão colegiada, o caso mantém em evidência o desafio de conciliar a liberdade de comunicação das campanhas com o cumprimento das regras eleitorais.
*Smauel Arruda é jornalista e editor de política

