Créditos:Divulgação
04-10-2026 às 08h34
José Altino Machado*
Neste domingo, importantes decisões serão tomadas e traçarão os verdadeiros desígnios da Nação. Escolhas de novos líderes ou a aprovação da continuidade dos que já se amancebaram no poder.
E não tem para onde correr; como diziam “se subir no pau a onça pega, se descer a onça come”.
Povo sem graça neste País, já com tantos doidos!!!
Muda, mudam os homens, mas tudo se repete. Omissos às escolhas, continuam aqueles que trabalham e produzem, nunca utilmente se opondo aos astutos e boa parcela de embusteiras agarrados às tetas oferecidas pela inocência e voto político.
Ainda há pouco, assistia o matutino informativo nacional televisivo. A moça global, até bonita, já o abriu falando de crimes, mortes, polícias e sacanagens outras. Ela, pela continuidade de tal anunciado, sequer se ruboriza de vergonha…
Por sinal, vale bem dizer, que nada aqui nos órgãos de comunicação supera o estrelato da força policial, de todos conhecida, como Federal. Isso, só da Federal…até fustigando e lascando com o Supremo Tribunal Federal. Chegando até a ponto de um ministro gordinho dizer:
”Para, para que tem mais gente envolvida”.
Eita! Federal…
Tive um pai muito severo e bastante conservador. Pai de onze, jamais encostou a mão em filho seu, a fim de castigo. Sempre me achou um tanto tendencioso às esquerdas, mas tinha notado orgulho em ouvir minhas falas e principalmente quando me dirigia, programado por ele próprio, a estudantes de direito na faculdade que criara. Meu velho, sem exagero, era duro, mas um responsável democrata.
Seus amigos, os mais importantes estadistas colhidos na sociedade nacional. Aqueles que, agora esquecidos, passaram pela vida e cargos de projeção, sem que nenhuma mácula pudesse causar vergonha ou públicos constrangimentos. Seus propósitos e procedimentos, faziam justificar que sempre fossem tratados de doutores e senhores.
E dentre eles, a começar por meu pai, o que mais se ouvia era a máxima: “Muita polícia, sinal de sociedade doente”.
E como, lamentavelmente, isso tornou-se verdadeiro na Nação brasileira.
A má conduta e reconhecida vagabundagem explicita na política e para a política, de alguma forma alcançou praticamente à muitas peças da estrutura do país; procedimento este, contagiante.
O desmoronamento da moralidade nacional, assim como o descaso a ela, teve início com o senhor Fernando Henrique Cardoso, ao ensinar a todos, afim de reeleição, como retirar os poderes do Congresso Nacional, junto a eles a vergonha, com o simples uso da mercantilização das vontades.
O atual presidente, que fora desbragadamente contrário a medida, ao ser eleito seguiu seu exemplo e caminho. Como ele disse à época: “Fui contra, mas já que inventaram essa bichinha, vou experimentá-la”. Frase dele…
Se o Henrique coletou do empresariado paulista a dinheirama despendida, mais tarde reembolsou-os com a Vale do Rio Doce.
Já o Lula cravou com o mensalão.
Assunto vazado a imprensa, deu uma merda total. E o Inácio Lula, sequer ligou e copiando o Diabo, somente disse que apenas soltara o burro.
E burro não foi, aquele que recordando a Constituição de 88, autorizativa a emendas parlamentares, buscou sua imediata inclusão no comportamento, até político e interesse a votações, dos senhores congressistas.
Quanto a isso, não se sabe quem foi o verdadeiro “molecão”, mas a partir daí, o país penetrou de vez nas brumas da prevaricação e peculato. Começando por possibilitar e facilitar de maneira bastante obscura, a perpetuação de eleitos na manutenção a seus cargos.
Pagando maior pena por tantos desmandos, ainda cabe à Nação, através de quem trabalha e colhe ganhos a seus tesouros, financiar campanhas de muitos oficiais parasitas.
Na verdade, a qualidade, junto à hombridade, assustadoramente tem desaparecido dos seios da comunidade administrativa e legislativa, aos quais cabe conduzir país e povo. Diga-se União.
Herdamos dos portugueses a condução pacífica de nossas metas e sonhos, sem exposições de ódios nem mesmo a inamistosos opositores. Com eles aprendemos a utilidade da condescendência, somada a paciência.
Para a conquista de nosso território, até o uso dos amores nas camas foi, pela Coroa, planejado e ordenado. Tudo para que mais descendentes com espíritos fraternos absorvessem vontades convergentes e mantivessem, ainda como milagre, “sem pé nem cabeça”, uma passiva federação permissiva, a um absurdo e absoluto desvairado comando central.
Pior que isso, haverem jogado em nossos corações mais resquícios de emoções sobrecarregadas de tolerâncias, que deixam abertas portas às irresponsabilidades, ao trato pela relação de direção do Estado e da coletividade em relação a ele.
Governado sem maiores cobranças ou férteis reclamações de direito, navegamos tal qual nau sem rumo, bem nutrida por suas malucas diretivas sem nenhum objetivo.
O brasileiro, “bocalmente”, é bem bom de rezingar de tudo e a tudo. Esperneia bastante entre as paredes de suas mínimas zonas de expressão, mas no lugar certo e correto jamais apresentam com superlatividade sua reação.
E a melhor ferramenta de correção a erros e enganos, estará à disposição, logo aí neste dia 04/de outubro e o dia inteiro. É bom que ninguém se esqueça, que elas, URNAS, não aceitam queixas nem choros posteriores. Sempre tal qual virgindade perdida, se foi, já era…
E esta, antiga portadora do subtítulo de decência, um substantivo feminino, a política brasileira perdeu já há longo tempo.
Foi por este maldito e desonroso coito acontecido, que ele, BRASIL, adoeceu…
BH/GV/Macapá=04/10/2026
José Altino Machado

