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17-08-2026 às 08h46
Carlos Mota Coelho*
Por ser integralmente fruto da mente do homem – um animal fadado ao erro – a IA também falha, e como nós, também acerta.
A IA, todavia, é capaz de fazer análises combinatórias do acervo de ideias humanas que armazena, sem que o homem perceba e a impeça de agir a tempo de evitar que ela concretize algum ato ou fato inconveniente. E é nesse ponto que mora o perigo, e que justifica a criação de mecanismos estatais para que isso não ocorra.
Muitas pessoas e organizações, sobretudo empresas, entregaram à IA os seus destinos, e estão pagando alto preço pelos seus desatinos, o que está levando muitas delas a simplesmente se desconectarem da Grande Rede e voltarem às velhas tecnologias analógicas, feito máquinas de escrever, pastas de papéis, armários de aço bem chaveados, conversas ao pé do ouvido e, sobretudo, decisões tomadas por pessoas de carne-e-osso!
Com efeito, a vigilância pessoal é muito mais eficaz contra hackers, por exemplo, do que a que ora está sendo terceirizada para a IA. Aliás, não raro os próprios artífices de tecnologias virtuais de vigilância e controle são os que invadem e corrompem tais sistemas.
Quem conhece bem os algoritmos tem a exata noção disso, pois a Lei de Murphy ensina que a combinação de vários elementos gera apenas um resultado positivo e os demais resultados sempre são errados ou erráticos.
E isso também ocorre nos arquivos analógicos, que feito um baralho de jogo, só ganha quem conseguir combinar as melhores cartas, e nada substitui a mente humana no êxito desse desiderato!
E como ensina a Lei de Murphy, se você admite que algo possa dar errado, inevitavelmente o erro em dado momento vai acontecer!
Diz a velha sabedoria que não se pode esperar colher bananas se a árvore que você cultivou é uma laranjeira, por exemplo, mas a IA é capaz de acreditar e fazer isso!?!

